O avanço das estratégias nutricionais envolvendo produtos de biorrefinaria de milho destinados à nutrição animal tem ampliado o interesse das cadeias de aves e suínos pela indústria brasileira de etanol de milho. Durante a Fenagra 2026, realizada nesta semana em São Paulo, a FS destacou que a ampliação da geração de dados técnicos e a evolução do conhecimento sobre esses ingredientes vêm fortalecendo a confiança de produtores, agroindústrias e empresas do setor.
A Fenagra é um dos principais eventos da América Latina voltados às cadeias de nutrição animal, ingredientes, processamento e tecnologias para as indústrias de alimentos para humanos e animais.
Segundo Rodrigo Galli, gerente de Marketing e Produto da FS, o setor vem avançando rapidamente na compreensão do potencial nutricional desses ingredientes, especialmente das soluções com maior concentração proteica.
“O setor de aves e suínos, extremamente relevante para o Brasil, tem ampliado o conhecimento sobre os produtos oriundos da biorrefinaria de milho e avaliado diferentes estratégias nutricionais para utilização desses ingredientes, principalmente das soluções com maior concentração proteica”, afirma.
De acordo com Galli, o fortalecimento da relação entre a indústria de etanol de milho e a cadeia de proteína animal tem sido fundamental para ampliar a segurança e a previsibilidade na utilização desses produtos.
“Temos conquistado cada vez mais espaço para apresentar a indústria de etanol de milho e os produtos oriundos da biorrefinaria de milho. Hoje existe um volume muito maior de dados técnicos, pesquisas e informações que dão respaldo ao uso desses ingredientes e aumentam a confiança de produtores, agroindústrias e empresas interessadas nesse mercado”, destaca.

O executivo lembra que, no início da indústria de etanol de milho no Brasil, existiam poucas operações e os produtos eram destinados principalmente à bovinocultura de corte, em grande parte devido à proximidade das indústrias com importantes regiões pecuárias.
“Quando as empresas começaram a produzir etanol de milho no Brasil, existiam poucas operações e os produtos eram destinados principalmente à bovinocultura de corte, muito em função da proximidade das indústrias com importantes regiões pecuárias. Hoje, além desse mercado, atendemos importantes players dos segmentos de aves, suínos e outras espécies, tanto no Brasil quanto no mercado internacional”, afirma.
A profissionalização da cadeia e o avanço das pesquisas também são apontados como fatores determinantes para a consolidação desses ingredientes no mercado de nutrição animal. Segundo Galli, as empresas seguem investindo em estudos, validações e geração de conhecimento técnico para ampliar a eficiência e a previsibilidade de uso.
Outro tema em evidência durante a Fenagra foi a sustentabilidade da indústria de etanol de milho. Conforme o executivo, o mercado tem reconhecido cada vez mais que práticas sustentáveis fazem parte da essência do modelo produtivo do setor.
“As empresas estão conhecendo mais sobre a indústria de etanol de milho, sobre o processo sustentável de produção e sobre o uso de energia renovável. Sustentabilidade não é apenas discurso de marketing. Ela é um pilar estratégico e estrutural dessa indústria”, ressalta.
Galli acrescenta que grandes redes globais de food service e compradores de proteína animal têm ampliado as exigências relacionadas à sustentabilidade, rastreabilidade e bem-estar animal, movimento que favorece ingredientes alinhados a essas demandas.
“Tudo isso, associado à viabilidade econômica e à competitividade, torna essa indústria e seus produtos extremamente interessantes para o futuro da nutrição animal”, observa.
Para o executivo, a tendência é de crescimento contínuo da oferta e da utilização dos produtos oriundos da biorrefinaria de milho no Brasil e no exterior. No entanto, ele reforça que a expansão sustentável do setor dependerá da manutenção de padrões rigorosos de qualidade, consistência e padronização.
“As empresas precisam garantir qualidade, consistência e padronização dos produtos. Isso será fundamental para sustentar o crescimento desses ingredientes no mercado brasileiro e internacional nos próximos anos”, conclui.
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