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Faculdade em SC promove 7ª edição do curso de Mestre Queijeiro

O Senai, em Chapecó, recebe profissionais renomados do setor

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Nesta semana, a Faculdade de Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), de Chapecó (SC), promove a 7ª edição do curso de Mestre Queijeiro. A iniciativa é da Globalfood com parceria da empresa holandesa DSM e com apoio do Centro de Ensino.

A qualificação integra o programa de extensão da instituição e mostra o comprometimento dos promotores com o crescimento do setor, assim como a construção de um mercado mais tecnológico, competitivo e com produtos de qualidade. Nesta edição, se juntaram ao projeto a Foss e a Tetra Pack.

A iniciativa visa contribuir para a capacitação dos laticínios do País, com foco especial na região Sul. Participam do curso 40 profissionais de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Entre os temas abordados na qualificação estão, tecnologias para qualidade do leite, aspectos de produção de queijos nos Estados Unidos e na Europa, com aulas práticas e teóricas sobre análises de rotina, pontos críticos no processo produtivo, maturação de queijos, controle de mofos e leveduras, equipamentos, desafios e inovações tecnológicas. 

De acordo com o diretor de negócios da Globalfood, Jaime Dietrich, o Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, e o segundo maior produtor mundial de queijo muçarela. “O consumo per capita de queijo no Brasil é de 5,4 kg por ano, na Europa é em torno de 17 kg anuais. Isso demonstra que temos um grande potencial de crescimento e, para atender esse mercado de maneira competitiva, é necessário melhorar tecnologicamente”.

Ainda segundo Dietrich, nesta edição do curso um dos objetivos é fazer os profissionais perceberem as diferenças no processo de produção entre o Brasil e outros lugares do mundo. Para isso, os promotores da qualificação trouxeram um especialista da Holanda, Frans Boer.

Durante a ministração da aula, Frans Boer apresentou um equipamento de lançamento, o kit de teste Delvo Phage, da DSM. A tecnologia deve estar disponível no mercado nacional até o fim deste ano. O equipamento usa a tecnologia de PCR (a mesma utilizada para detecção de coronavírus) para identificar contaminação na produção. “Um dos grandes problemas de produção de queijo é o vírus fagos, que ataca o fermento que faz a fermentação do leite. Com essa tecnologia, é possível identificar se esse vírus está presente dentro da linha de produção ou não para que se possa pensar em ações preventivas”, explicou Dietrich.

O diretor da Globalfood, salientou a importância de promover o curso no SENAI. “É uma instituição com credibilidade e que fornece condições de fazer aulas teóricas e práticas, possibilitando repassar aos participantes o conteúdo de maneira consistente”.

A gerente do Campus Universitário da Faculdade, Josiane Betat, reforçou que a instituição busca atuar sempre próxima da indústria. “Queremos aproximar a indústria às inovações e tecnologias. Por isso, essas parcerias dentro do nosso programa de extensão são importantes para beneficiar empresas que já têm uma trajetória e também as que estão iniciando, fomentando seu crescimento”.

Além disso, a coordenadora da Graduação e Especialização de Alimentos da Faculdade SENAI, Elisa Sonza, frisou que a região Oeste é a principal bacia leiteira de Santa Catarina e o curso contribui para capacitar os profissionais.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.

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