As exportações brasileiras de tilápia somaram 852 toneladas em setembro de 2026, alta de aproximadamente 32% sobre as 646 toneladas de agosto, segundo dados atribuídos à Embrapa e divulgados pela Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) em 14 de outubro. A receita passou de US$ 3,51 milhões para US$ 3,68 milhões, avanço próximo de 4,8%, inferior ao crescimento do volume embarcado.
Apesar do desempenho externo, produtores e indústrias enfrentam custos elevados e demanda enfraquecida no mercado interno. Conforme a PEIXE BR, a dificuldade de repassar reajustes e a concorrência no varejo pressionam as margens da indústria de processamento.
Preços apresentam recuos regionais
Segundo o Cepea/Esalq-USP, os preços da tilápia ficaram relativamente estáveis em setembro na maior parte das regiões acompanhadas. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (MG), houve queda de 2,29%, para R$ 9,38 por quilo. O Norte do Paraná registrou recuo de 0,59%, enquanto Morada Nova de Minas (MG) apresentou baixa de 0,75%.
No atacado de filés congelados, as cotações caíram em São Paulo e Minas Gerais e tiveram leve valorização no Paraná, em um cenário de demanda retraída, segundo a associação.

Ração reduz poder de compra
O custo da alimentação também preocupa. De acordo com o Cepea, a valorização do milho e do farelo de soja, ingredientes importantes da ração, contribuiu para reduzir o poder de compra dos piscicultores frente à ração com 32% de proteína pelo terceiro mês consecutivo, em setembro.
A deterioração dessa relação de troca significa que o valor recebido pelo peixe compra menor quantidade de ração, ampliando a pressão sobre a rentabilidade das propriedades.
Importações do Vietnã avançam 11%
No comércio exterior, o Brasil importou aproximadamente 1.324 toneladas de tilápia do Vietnã em setembro, crescimento de 11% frente a agosto, de acordo com os dados divulgados pela PEIXE BR. São Paulo esteve entre os destinos com aumento dos volumes importados.
O preço médio da tilápia vietnamita importada chegou a US$ 4,35 por quilo, acima da média de US$ 4,14 registrada entre janeiro e setembro. A combinação entre importações, custos da ração e demanda interna enfraquecida permanece entre os desafios para a competitividade da cadeia produtiva.



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