Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
As exportações brasileiras de soja alcançaram um volume histórico em setembro, impulsionadas pela firme demanda internacional. Segundo pesquisadores do Cepea, o país embarcou 6,5 milhões de toneladas do grão no período — o maior volume já registrado para o mês e 6,6% acima do total exportado em setembro de 2024.
Apesar do bom desempenho, o volume embarcado foi 30,3% menor que o de agosto, reflexo da retração sazonal que costuma ocorrer no segundo semestre, quando os estoques internos diminuem. Ainda assim, o acumulado de janeiro a setembro soma 93 milhões de toneladas, também recorde para o período.
A maior oferta de soja da Argentina foi apontada pelo Cepea como um dos fatores que limitaram os embarques brasileiros no mês passado, diante da concorrência com o produto vizinho nos principais mercados compradores.

Enquanto isso, os agentes do setor mantêm o foco no início da safra 2025/26. No Paraná, a semeadura avança em ritmo mais acelerado, mas em regiões do Centro-Oeste e Sudeste o plantio segue mais lento, devido à falta de chuvas. O clima, portanto, segue como principal ponto de atenção para produtores e tradings, que monitoram as previsões de precipitação nas próximas semanas.
Chuvas regulares são essenciais para garantir o bom estabelecimento das lavouras e evitar perdas que poderiam afetar o abastecimento e a rentabilidade do setor. Ao mesmo tempo, a logística e a infraestrutura de escoamento permanecem como desafios para sustentar o desempenho recorde das exportações.
Com demanda externa aquecida e incertezas climáticas no radar, o mercado de soja entra em um novo ciclo que exigirá atenção redobrada — do campo aos portos.
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