As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram retração na segunda semana de novembro de 2025, conforme dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O destaque negativo veio das carnes de aves e suas miudezas, que recuaram 12,3% na média diária em relação ao mesmo período de 2024, uma diminuição equivalente a US$ 5,29 milhões por dia.
O movimento ocorre em um mês marcado pela redução das vendas externas totais do país — especialmente pressionadas pela queda na indústria extrativa —, mas o comportamento das proteínas também contribuiu para limitar o avanço do agronegócio no período.
Aves lideram a queda, mas segmento mantém relevância
Mesmo com o recuo em novembro, a carne de frango segue entre os principais produtos da pauta agropecuária brasileira. O setor é um dos pilares das exportações do país, sustentado por ampla presença no Oriente Médio, Ásia e África. A retração registrada no início do mês é atribuída a ajustes pontuais da demanda e à recomposição de estoques em alguns mercados importadores.
Outros produtos ligados à nutrição animal também recuam
Além das proteínas in natura, a indústria de transformação ligada à cadeia de produção animal também registrou queda. As exportações de farelos de soja e outros alimentos para animais diminuíram 29,7%, o que representa redução de US$ 11,25 milhões na média diária. Essa categoria é essencial para a formulação de rações na avicultura e suinocultura global.
Agropecuária cresce no geral, mas proteína animal puxa desempenho para baixo
Apesar das quedas pontuais nas proteínas e insumos, o setor agropecuário como um todo registrou alta de 34,3% na média diária exportada na comparação anual, aumento de US$ 80,96 milhões por dia. O avanço é impulsionado por outras cadeias do agronegócio, enquanto as proteínas enfrentam ajustes cíclicos.
Balança comercial segue positiva
Na segunda semana de novembro, o Brasil registrou superávit de US$ 484 milhões, com exportações totais de US$ 6,5 bilhões no período. No acumulado do mês, o saldo chega a US$ 2,28 bilhões, mantendo a balança comercial em terreno positivo em 2025.
Fonte: Secex, adaptado pela equipe FeedFood.
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