As exportações brasileiras de ovos in natura e processados somaram 2,59 mil toneladas em junho de 2026, crescimento de 19% em relação a maio. Apesar da recuperação mensal, o volume ficou 60% abaixo do registrado em junho de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Chile sustenta avanço dos embarques
O Chile permaneceu como principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo. O país importou 1,87 mil toneladas em junho, alta de 41% frente ao mês anterior, respondendo por mais de 70% do total embarcado pelo Brasil no período.
Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento das compras chilenas ocorre após a confirmação, em abril, de um caso de influenza aviária em granja comercial no país. Desde então, o Chile ampliou a procura pelo produto brasileiro para atender sua demanda interna.
Embora os embarques tenham reagido na passagem de maio para junho, a forte diferença em relação ao mesmo mês do ano passado mostra que o setor ainda opera abaixo do ritmo observado em 2025.

Mercado interno registra quedas
No mercado doméstico, os preços médios dos ovos brancos e vermelhos recuaram em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea em 10 de julho.
Na Grande São Paulo, o ovo branco foi negociado a R$ 135,26, com queda diária de 3,42%, enquanto o vermelho ficou em R$ 145,63, recuo de 6,01%. Em Bastos (SP), os valores chegaram a R$ 128,34 para o branco e R$ 140,59 para o vermelho.
Recife apresentou os maiores preços entre as praças analisadas, com R$ 140,92 para o ovo branco e R$ 152,90 para o vermelho. As variações negativas indicam pressão sobre as cotações na primeira quinzena do mês.
O comportamento das próximas semanas dependerá da demanda doméstica, da disponibilidade do produto e da continuidade das compras chilenas.




