As exportações brasileiras de carne de frango e de carne suína registraram crescimento e atingiram níveis recordes em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O desempenho positivo foi observado tanto em volume quanto em receita, mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor demanda internacional.
No caso da carne de frango, considerando produtos in natura e processados, os embarques totalizaram 459 mil toneladas, alta de 3,6% em relação a janeiro de 2025, quando foram exportadas 443 mil toneladas. O resultado é o maior já registrado para o mês.
A receita acompanhou o avanço e somou US$ 874,2 milhões, crescimento de 5,8% na comparação anual e também recorde histórico para janeiro.
Os Emirados Árabes Unidos mantiveram a liderança como principal destino da proteína, com 44,3 mil toneladas, aumento de 14%. Na sequência aparecem África do Sul (36,8 mil toneladas, +34%), Arábia Saudita (33,5 mil toneladas, +5%), China (33,5 mil toneladas, -25%), Japão (29,2 mil toneladas, +4%) e União Europeia (27,4 mil toneladas, +24%). Também se destacaram Filipinas, Coreia do Sul, Singapura e Chile, este último com crescimento expressivo de 51%.
Entre os estados exportadores, o Paraná liderou os embarques, com 187,7 mil toneladas (+3,9%), seguido por Santa Catarina (103,1 mil toneladas, +9,3%), Rio Grande do Sul (58,7 mil toneladas, +0,75%), São Paulo (26,7 mil toneladas, +2%) e Goiás (25,6 mil toneladas, +9,5%).

Santin aponta que o resultado, recorde, com alta em praticamente todos os principais destinos, em um período de demanda historicamente reduzida, sinaliza um cenário otimista para 2026, com crescimento sustentado em diversos mercados importadores.
Carne suína
As exportações de carne suína também apresentaram resultados históricos em janeiro. Os embarques alcançaram 116,3 mil toneladas, volume 9,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram exportadas 106 mil toneladas.
A receita somou US$ 270,2 milhões, crescimento de 13,6% na comparação anual, configurando o melhor desempenho já observado para janeiro.
As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira, com 37,4 mil toneladas, avanço expressivo de 91%. Na sequência aparecem Japão (12,9 mil toneladas, +58%), Hong Kong (8,8 mil toneladas, -7%), China (8,3 mil toneladas, -58%) e Chile (7,7 mil toneladas, estável). Também figuram entre os principais mercados Singapura, Uruguai, Costa do Marfim, México e Argentina.
No ranking estadual, Santa Catarina permaneceu como maior exportador, com 56,5 mil toneladas, apesar de queda de 2,3%. O estado foi seguido por Rio Grande do Sul (29 mil toneladas, +34,4%), Paraná (17 mil toneladas, +29,1%), Mato Grosso (3,6 mil toneladas, +7,5%) e Minas Gerais (3 mil toneladas, -11,8%).
Para Santin, os números refletem uma mudança estratégica nos destinos da proteína. “O movimento observado ao longo de 2025, de descentralização dos envios à China para novos mercados, especialmente as Filipinas e países de maior valor agregado como o Japão, segue em 2026. O resultado recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo ao longo do ano”, conclui.
Fonte: ABPA, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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