As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul apresentaram crescimento em março, mas fecharam o primeiro trimestre com estabilidade no volume embarcado. De acordo com dados da ASGAV, o estado exportou 70.772 toneladas no mês, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar do avanço pontual, o acumulado entre janeiro e março somou 190.641 toneladas, leve recuo de 0,3% frente ao mesmo intervalo do ano anterior, refletindo um cenário de recomposição gradual dos mercados internacionais.
Receita cresce mesmo com estabilidade no volume
Em termos de faturamento, o desempenho foi positivo tanto no mês quanto no trimestre. Em março, a receita alcançou US$ 135,1 milhões, aumento de 21,9% na comparação anual.
No acumulado do ano, o faturamento chegou a US$ 362,2 milhões, crescimento de 6,3% frente ao primeiro trimestre de 2025, indicando valorização do produto brasileiro no mercado externo.
O desempenho ocorre em um cenário de retomada de mercados e demanda internacional aquecida, mesmo com pressões sobre os custos de produção.
Exportações de ovos do RS avançam no trimestre
No segmento de ovos, o Rio Grande do Sul registrou crescimento expressivo nas exportações. O volume embarcado no trimestre somou 1.730 toneladas, avanço de 45,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita acompanhou o movimento, alcançando US$ 6,8 milhões, alta de 78,1%, refletindo a recuperação da demanda externa e a valorização do produto.

Brasil amplia exportações de carne de frango
No cenário nacional, as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 504.381 toneladas em março, crescimento de 6% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita atingiu US$ 944,7 milhões no mês, avanço de 6,2% na comparação anual.
No acumulado do trimestre, o Brasil exportou 1,456 milhão de toneladas, alta de 5%, enquanto a receita somou US$ 2,764 bilhões, crescimento de 6,9%.

Exportações de ovos recuam no Brasil
Diferentemente do desempenho no Rio Grande do Sul, o Brasil registrou queda nas exportações de ovos no primeiro trimestre.
O volume embarcado recuou 8,8%, totalizando 7.896 toneladas, enquanto a receita caiu 3,7%, somando US$ 17,1 milhões.
O movimento está associado a ajustes na produção e no planejamento de oferta em alguns estados exportadores, com expectativa de normalização ao longo dos próximos meses.
Fonte: ASGAV, SIPARGS, ABPA e Secex, adaptado pela equipe Feed&Food
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