As exportações brasileiras de carne de frango somaram 492,6 mil toneladas em agosto, alta de 24,8% sobre as 394,6 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. A receita alcançou US$ 997,9 milhões, avanço de 42,7%, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O resultado financeiro foi o segundo maior da série histórica, atrás apenas de maio de 2026. Parte do crescimento anual, porém, ocorre sobre uma base reduzida pelas suspensões comerciais adotadas em 2025 após o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.
China volta à liderança
A China foi o principal destino em agosto, com 50,9 mil toneladas. Em igual mês de 2025, haviam sido embarcadas apenas 83 toneladas ao mercado chinês, período ainda afetado pelas restrições sanitárias.
Em seguida apareceram os Emirados Árabes Unidos, com 44,3 mil toneladas, alta de 35,9%; União Europeia, com 42,4 mil toneladas; Japão, com 41,8 mil toneladas, avanço de 37,8%; Arábia Saudita, com 35,2 mil toneladas; e África do Sul, com 25,6 mil toneladas.

“Parte das altas registradas na comparação mensal, especialmente em mercados como China e União Europeia, ocorre sobre uma base impactada pelas suspensões temporárias verificadas após o episódio sanitário de 2025, já superado. No caso da UE, também há a demanda elevada que antecedeu a suspensão temporária dos embarques, desde 3 de setembro”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Restrição europeia muda cenário em setembro
O crescimento das vendas à União Europeia também refletiu a antecipação de compras antes da nova suspensão às importações brasileiras de produtos de origem animal. A medida entrou em vigor em 3 de setembro e está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil exportou 3,921 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 15,5% frente ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 7,689 bilhões, alta de 21,9%.
Paraná mantém liderança
Entre os estados exportadores, o Paraná liderou em agosto, com 200,6 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, com 106 mil toneladas, e Rio Grande do Sul, com 61,2 mil toneladas.
O desempenho de setembro passa a incorporar os efeitos da restrição europeia, após um agosto marcado pela recuperação dos embarques para mercados que haviam imposto suspensões em 2025.



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