O governo dos Estados Unidos anunciou na última semana uma revisão nas diretrizes oficiais de alimentação, com recomendações que alteram de forma significativa o modelo adotado nas últimas décadas. A nova orientação enfatiza o aumento do consumo de proteínas — especialmente carnes vermelhas e laticínios — e reduz a centralidade de cereais e carboidratos na dieta dos americanos.
O anúncio foi feito pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que defendeu uma alimentação baseada em “comida de verdade”, com menor presença de produtos ultraprocessados e ricos em açúcar. Segundo ele, o objetivo é combater doenças crônicas associadas a hábitos alimentares inadequados e promover uma dieta mais nutritiva.
Entre as principais mudanças está o incentivo ao consumo de carne vermelha, queijos, leite e derivados, além da recomendação para cozinhar com óleos de origem animal. Em contrapartida, cereais e outros carboidratos passam a figurar entre os alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação.
A decisão marca uma inflexão em relação às orientações anteriores das autoridades de saúde, que por anos recomendaram restrição ao consumo de carnes vermelhas e de alimentos ricos em gordura. Apesar disso, o novo guia mantém a indicação de uma dieta equilibrada, com ingestão adequada de frutas, verduras, óleos vegetais considerados saudáveis e alguns tipos de cereais.
De acordo com Kennedy Jr., cerca de 90% dos gastos com saúde nos Estados Unidos estão relacionados a doenças crônicas, muitas delas associadas a uma alimentação desequilibrada. Ele também destacou que mais de 70% da população americana apresenta obesidade ou sobrepeso.

“O realinhamento das diretrizes visa apoiar agricultores, pecuaristas e empresas americanas que cultivam e produzem alimentos de verdade”, afirmou o secretário em comunicado oficial. No texto, ele defende a valorização de produtos naturais como base para a recuperação da saúde da população.
“Estamos colocando alimentos de verdade de volta ao centro da dieta americana — alimentos que nutrem o corpo, restauram a saúde, fornecem energia e fortalecem as pessoas”, escreveu Kennedy Jr. “Sob a liderança do presidente Donald Trump, estamos restaurando o bom senso, a integridade científica e a responsabilidade às políticas federais de alimentação e saúde.”
Com a atualização, a meta diária de ingestão de proteína passa a variar entre 1,2 e 1,6 grama por quilo de peso corporal. A mudança nas diretrizes deve impactar diretamente a oferta e a distribuição de alimentos em escolas, hospitais e instalações militares, entre outros espaços públicos.
Fonte: Infomoney, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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