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EUA atualizam diretrizes alimentares e defendem mais proteína, leite e comida de verdade

Mudança na política nutricional americana busca reduzir consumo de ultraprocessados, enfrentar crise de saúde pública e recolocar agricultores e pecuaristas no centro da estratégia alimentar do país

diretrizes alimentares dos EUA

O governo dos Estados Unidos anunciou a atualização das Dietary Guidelines for Americans 2025–2030, as diretrizes alimentares oficiais do país, com uma mudança clara de foco: incentivar o consumo de alimentos de verdade, como proteínas, leite, frutas, verduras e grãos, e reduzir a presença de produtos ultraprocessados na dieta da população. A revisão é apresentada como uma das maiores mudanças recentes na política nutricional americana.

A nova orientação surge em um contexto de forte preocupação com a saúde pública. Dados oficiais citados pelo governo mostram que mais de 70% dos adultos americanos estão acima do peso, enquanto uma parcela relevante dos adolescentes já apresenta quadros de pré-diabetes. Além disso, uma parte significativa das crianças e jovens convive com algum tipo de doença crônica, o que amplia os custos do sistema de saúde e gera impactos sociais e econômicos.

Segundo as autoridades, grande parte desse cenário é consequência de décadas de uma dieta baseada em alimentos altamente processados, ricos em açúcares, gorduras e sódio, e pobres em nutrientes essenciais. A proposta agora é recolocar no centro da alimentação produtos mais simples e reconhecíveis, com maior valor nutricional e menor nível de processamento.

diretrizes alimentares dos EUA
Estados Unidos anunciou a atualização das Dietary Guidelines for Americans, as diretrizes alimentares do país, com uma mudança clara de foco: incentivar o consumo de alimentos de verdade. Crédito: Reprodução

A mudança também tem um componente estratégico para o setor produtivo. O governo americano afirma que agricultores e pecuaristas passam a ser parte central da solução, ao fornecerem carne, leite, frutas, verduras e grãos que sustentam esse novo modelo alimentar. A leitura é que a política nutricional e a política agrícola precisam caminhar juntas.

Outro ponto destacado é o impacto dessa crise de saúde sobre a própria capacidade produtiva e institucional do país. O avanço das doenças crônicas já afeta indicadores de produtividade e até a aptidão de jovens para o serviço militar, o que reforça o caráter estrutural do problema.

Além da mudança nas recomendações, o governo também cita programas voltados ao fortalecimento da produção agropecuária e a práticas como a agricultura regenerativa, com investimentos voltados à melhoria do solo e da eficiência produtiva. A expectativa é que a revisão das diretrizes sirva de base para ajustes em políticas públicas, incluindo programas de alimentação escolar e compras institucionais.

Com isso, os Estados Unidos sinalizam uma tentativa de reorientar seu sistema alimentar, combinando objetivos de saúde pública, estímulo à produção agropecuária e redução da dependência de alimentos ultraprocessados, em uma estratégia que pode influenciar cadeias globais de alimentos e proteínas.

Fonte: USDA e HHS , adaptado pela equipe Feed&Food.

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