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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
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Soja PortoR$ 160,90=
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Etanol de milho amplia oferta de ingredientes para nutrição animal

FS relata produção de cerca de 2 milhões de toneladas de ingredientes para alimentação animal a partir do processamento de 6 milhões de toneladas de milho.

A produção brasileira de etanol de milho também amplia a oferta de ingredientes utilizados na alimentação de bovinos, suínos, aves e peixes. No processamento industrial, o amido é aproveitado principalmente na fabricação do biocombustível, enquanto proteínas, fibras e outros componentes do grão são concentrados em produtos destinados à nutrição animal.

Segundo os dados apresentados pela FS na edição 233 da Revista Feed&Food, o processamento de aproximadamente 6 milhões de toneladas de milho gerou cerca de 2 milhões de toneladas de ingredientes para alimentação animal, além de 2,5 bilhões de litros de etanol e 111 mil toneladas de óleo de milho. Assim, aproximadamente um terço do volume de milho processado se converte em ingredientes nutricionais.

Separação de fibras amplia diversidade de ingredientes

O setor ganhou escala no Brasil a partir de 2017 e passou a oferecer produtos que vão além dos tradicionais DDG (grãos secos de destilaria) e DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis). A tecnologia de separação de fibras, adotada pela FS, permite obter ingredientes com diferentes teores de proteína, fibra, gordura e amido.

Um exemplo é o HPDDG, ingrediente de maior concentração proteica obtido pela retirada de parte das fibras. Outros processos geram produtos ricos em fibra digestível e com baixo teor de amido, além de versões úmidas que podem atender operações próximas às biorrefinarias.

Na bovinocultura, essas diferenças influenciam as formulações de dietas para recria, terminação e produção leiteira. Em pesquisa com HPDDG, 63% da proteína bruta não sofreu degradação ruminal, enquanto 57,2% correspondeu à fração não degradável no rúmen e digestível no intestino, ambos os resultados expressos em relação à proteína bruta. Os índices se referem ao ingrediente avaliado, não a todos os DDGs.

Pesquisa, custos e regulamentação

A escolha de cada produto depende da digestibilidade, das exigências nutricionais dos animais, da composição dos demais alimentos e dos custos. Por isso, a expansão do portfólio não significa que ingredientes com nomes semelhantes sejam intercambiáveis.

A FS informa desenvolver pesquisas com ESALQ/USP, UFLA, UEM, UFMT e UNESP, voltadas à avaliação de consumo, desempenho e eficiência alimentar. Esses estudos ajudam a definir aplicações e níveis de inclusão para cada sistema produtivo.

A regulamentação também avançou em 2026. A Portaria MAPA nº 929 estabeleceu categorias e padrões para produtos de biorrefinarias de milho e outros cereais amiláceos. O próprio ministério esclarece, porém, que a tabela de parâmetros da portaria não se aplica aos ingredientes para alimentação animal comercializados no Brasil, que seguem regras específicas de rotulagem e garantias.

Com mais opções disponíveis, o desafio passa a ser identificar as características de cada ingrediente e sua contribuição para o desempenho animal e o custo das dietas.

Confira a matéria completa na edição 233 da Revista Feed&Food.

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