Glaucia Bezerra , especial para a Revista Feed&Food
À primeira vista, o inverno pode parecer um aliado. Sem o calor intenso do verão, a rotina na granja torna-se mais amena para trabalhadores e animais. No entanto, o frio traz um desafio importante para a suinocultura brasileira: o desequilíbrio térmico. Mais do que causar desconforto, as baixas temperaturas representam um custo técnico, fisiológico e econômico que expõe limitações de instalações inadequadas e obriga os suinocultores a repensarem seus manejos.
Segundo o doutor em Zootecnia e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Osmar Dalla Costa, o maior desafio dos produtores durante o inverno é manter os animais dentro da chamada zona de conforto térmico — um intervalo de temperatura ideal que varia conforme a fase de desenvolvimento do suíno. “Todo suíno, em qualquer etapa, precisa estar em uma zona de conforto. Isso garante bem-estar e desempenho zootécnico”, afirma. Porém, quando os termômetros despencam e as amplitudes térmicas aumentam, esse equilíbrio se rompe com facilidade.

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