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BRICS discutem segurança alimentar, restauração de terras e certificação eletrônica

Encontro em Brasília avança em propostas conjuntas para fortalecer a produção sustentável e enfrentar a fome global

Representantes dos 11 países que compõem o BRICS – bloco de economias emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – participam, em Brasília, da segunda reunião presencial do Grupo de Trabalho de Agricultura.

Organizado sob a liderança do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o encontro antecede a reunião ministerial marcada para esta quinta-feira (17) e busca consolidar ações estratégicas voltadas à segurança alimentar, sustentabilidade e inovação no setor agropecuário.

Dentre os objetivos das discussões está a finalização de documentos estratégicos que abordarão desafios globais como a fome, a degradação do solo, a certificação eletrônica e a sustentabilidade da produção agropecuária.

Durante o discurso de abertura, o chefe da delegação brasileira, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o clima de cooperação e os avanços obtidos nas reuniões preparatórias. “Estamos muito próximos de concluir a Declaração Ministerial. Um texto forte, construído com base em prioridades comuns, que mostra como os países do BRICS podem liderar ações concretas contra a insegurança alimentar”, afirma.

A minuta da declaração propõe a criação da Parceria dos BRICS para a Restauração de Terras, que será lançada oficialmente na reunião ministerial desta semana e apresentada na Cúpula de Líderes do BRICS, prevista para julho.

Delegados debatem como as iniciativas podem beneficiar, de forma direta, pequenos agricultores, mulheres rurais, pescadores artesanais e jovens do meio rural (Foto: Divulgação)

A parceria deve articular esforços para recuperar terras degradadas, conservar solos e usar de forma mais eficiente os recursos hídricos, com base em soluções científicas e mecanismos de financiamento inovadores. A proposta tem como foco o Sul Global e busca envolver governos, setor privado e comunidades locais em ações de longo prazo.

Outro ponto central da reunião é a finalização do Plano de Ação 2025–2028, que deverá orientar a cooperação agrícola entre os países do bloco nos próximos quatro anos. O documento traz metas práticas em quatro áreas principais: segurança alimentar, produção sustentável, inovação e financiamento agrícola, e facilitação do comércio internacional de produtos do agro.

As discussões também buscam aproximar a agenda do BRICS de quem está no campo. Os delegados debatem como as iniciativas podem beneficiar, de forma direta, pequenos agricultores, mulheres rurais, pescadores artesanais e jovens do meio rural, além dos detalhes técnicos, propostas de implementação e mecanismos de monitoramento das ações. A expectativa é que a reunião ministerial desta quinta-feira (17), consolide os compromissos e abra caminho para uma atuação mais coordenada do bloco no enfrentamento dos desafios.

O Brasil, que ocupa a presidência rotativa do BRICS neste ano, aposta no fortalecimento da agricultura como pilar para o desenvolvimento sustentável e para a construção de soluções comuns que unam crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.

Expectativa é que a reunião ministerial desta quinta-feira consolide os compromissos e abra caminho para uma atuação mais coordenada do bloco no enfrentamento dos desafios. (Foto: Divulgação)

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária, adaptado pela equipe FeedFood

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