A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul poderá reduzir o ritmo de produção nos próximos meses caso persistam as dificuldades enfrentadas pelo setor. A avaliação foi feita durante reunião realizada na segunda-feira (7), na Serra Gaúcha, que reuniu representantes da indústria e da produção de ovos ligados à Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs/Ovos RS).
Entre os principais fatores que pressionam a atividade estão a instabilidade econômica, os impactos remanescentes do tarifaço que comprometeu as exportações de ovos para os Estados Unidos, o aumento dos custos de produção especialmente de embalagens plásticas e a maior cautela dos consumidores diante do cenário econômico, com reflexos sobre a demanda.
De acordo com a entidade, caso esse contexto se mantenha, produtores e indústrias poderão adotar medidas para desacelerar a produção como forma de preservar a sustentabilidade econômica das operações. Os efeitos dessa estratégia tendem a ser percebidos gradualmente no abastecimento e no mercado.
“Estamos atravessando um momento de instabilidade no comércio de um dos alimentos que é base para muitas refeições e para o preparo de diversos outros produtos. Medidas de mitigação serão necessárias para evitar danos maiores na oferta de ovos no mercado”, afirmou José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul.

Apesar das dificuldades no mercado interno, o desempenho das exportações apresenta sinais de recuperação. No primeiro semestre de 2026, os embarques de ovos do Rio Grande do Sul registraram evolução em comparação ao mesmo período de 2025, ano em que o setor enfrentou restrições impostas por diversos países após o registro sanitário de Influenza Aviária, em maio.
O cenário reforça a necessidade de acompanhamento contínuo dos indicadores de produção, consumo e comércio exterior, em um momento em que a cadeia de ovos busca equilibrar custos, demanda e competitividade.




