O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) terminou setembro de 2026 em R$ 597 bilhões, abaixo dos R$ 600,3 bilhões registrados em agosto. A redução de R$ 3,3 bilhões consta do Boletim de Finanças do Agro, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 14 de outubro, com dados dos instrumentos privados de financiamento do setor.
Apesar da redução mensal, as novas emissões de CPRs somaram R$ 98 bilhões entre julho e setembro, primeiros três meses da safra 2026/2027. Ao fim de setembro, havia 333 mil cédulas registradas, com valor médio de R$ 1,79 milhão por título.
CPRs e financiamento da produção
A CPR é um título vinculado à produção rural, que admite liquidação mediante entrega de produtos ou pagamento financeiro. O instrumento pode ser utilizado em diferentes atividades agropecuárias, inclusive nas cadeias de proteína animal e de grãos destinados à alimentação dos rebanhos.
Os valores de estoque, contudo, representam títulos registrados e ainda em circulação, não o montante de novos empréstimos liberados em setembro.

LCAs têm R$ 563 bilhões em estoque
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) somaram R$ 563 bilhões em setembro. Pelas regras do Manual de Crédito Rural, ao menos 60% desse valor, equivalentes a cerca de R$ 338 bilhões, devem ser direcionados ao financiamento agropecuário.
Desse montante direcionado, no mínimo 45%, aproximadamente R$ 152 bilhões, precisam compor o crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos ligados à safra atual e a contratos de anos anteriores ainda vigentes.
Outros títulos e fundos
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) encerraram setembro com estoque de R$ 175 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) somaram R$ 30 bilhões.
O patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros) chegou a R$ 73 bilhões, distribuídos em 301 fundos em operação.
Embora indiquem a dimensão dos mecanismos financeiros ligados ao campo, os indicadores medem estoques e patrimônios de naturezas distintas. Por isso, não devem ser somados como se representassem novos recursos disponíveis aos produtores. O levantamento também não detalha quanto desse financiamento foi destinado especificamente à bovinocultura, avicultura ou suinocultura.



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