Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Essencial para alta produtividade, sementes híbridas ainda avançam lentamente na pecuária

Enquanto a agricultura consolidou os híbridos como base produtiva, a pecuária segue com pastagens convencionais, abrindo mão de ganhos em eficiência, rentabilidade e sustentabilidade

sementes híbridas na pecuária

A adoção de sementes híbridas é um dos pilares da agricultura moderna, responsável por ganhos expressivos de produtividade, estabilidade produtiva e retorno econômico previsível. Em culturas como o milho, o uso de híbridos é praticamente total há décadas, enquanto no arroz, especialmente na Ásia, a tecnologia avança de forma acelerada. Na pecuária brasileira, porém, esse movimento ocorre de maneira lenta, mesmo diante de evidências técnicas e econômicas favoráveis.

Segundo estimativas do setor, o mercado global de sementes híbridas movimentou cerca de US$ 92,8 bilhões em 2024 e deve ultrapassar US$ 190 bilhões até 2033. Nos Estados Unidos, o milho híbrido ocupa praticamente 100% da área plantada, enquanto a China já cultiva mais da metade de sua área de arroz com híbridos, responsáveis por aproximadamente 75% da produção nacional. Esses materiais se destacam pela maior produtividade, melhor sanidade, tolerância ao estresse climático e previsibilidade de resultados.

Na pecuária, no entanto, o uso de híbridos forrageiros, como os de Urochloa, ainda é restrito. A formação de pastagens no Brasil segue dominada por cultivares mais antigas, mesmo com o avanço de materiais geneticamente superiores. Esse descompasso ocorre justamente em um momento em que o setor é pressionado a produzir mais carne e leite por hectare, reduzir emissões e aumentar a eficiência do uso da terra.

“Temos acompanhado resultados muito consistentes de produtividade em propriedades que adotaram a braquiária híbrida Mavuno, mas a adesão a esse tipo de tecnologia ainda é baixa”, afirma Alex Wolf, CEO da Wolf Sementes. Segundo ele, essa resistência cria uma lacuna de eficiência que impacta diretamente o ganho médio diário, a taxa de lotação e o tempo de abate dos animais.

sementes híbridas na pecuária
Esquema ilustra o processo de produção de sementes híbridas: o cruzamento entre duas linhas puras (A e B) gera o híbrido simples (F1), comercializado por apresentar maior produtividade. Crédito: Reprodução

Estudos indicam que milhões de hectares de pastagens no Brasil apresentam algum nível de degradação, reflexo da baixa renovação dos pastos e da escolha por materiais convencionais. A substituição por híbridos forrageiros, aliada a manejo adequado e adubação compatível, surge como uma alternativa imediata para intensificação sustentável da pecuária, com ganhos produtivos e ambientais.

Na prática, os resultados já aparecem. Na Fazenda Rancho Alegre, em Auriflama (SP), a implantação da braquiária híbrida Mavuno em áreas de recria e terminação elevou significativamente o desempenho dos animais. Na fase de terminação, o ganho médio diário atingiu 1,25 kg, cerca de 25% acima da média histórica da propriedade. Já na recria, o ganho chegou a 0,76 kg por dia, antecipando o abate em aproximadamente três meses e permitindo maior taxa de lotação.

Além do desempenho zootécnico, o híbrido proporcionou formação de pasto mais denso e uniforme, melhor rebrota e maior aproveitamento da área, sem comprometer a sustentabilidade do sistema. Para a Wolf Sementes, esse tipo de resultado evidencia o potencial ainda pouco explorado da genética forrageira no país.

“A agricultura já entendeu que genética é investimento, não custo. Nossa missão é levar essa mesma lógica à pecuária, mostrando, com base científica, que híbridos forrageiros são ferramentas essenciais para produzir mais arrobas por hectare, recuperar áreas degradadas e atender às exigências de um mercado cada vez mais atento à sustentabilidade”, destaca Alex Wolf. Para ele, a expansão dos híbridos representa a próxima fronteira de competitividade da pecuária tropical.

Fonte: Wolf Sementes, adaptado pela equipe Feed&Food

LEIA TAMBÉM

ApexBrasil inaugura sede própria e marca abertura de 500 novos mercados internacionais

Agro brasileiro se prepara para o “passaporte verde” nas exportações a partir de 2026

Confinamento mantém viabilidade econômica no início de 2026, aponta Cepea

Você está em
Texto 100%