As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro cresceram 7,7% em 2025 e atingiram 49,11 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O desempenho acompanha a expansão da produção agrícola, impulsionada principalmente pelo avanço das lavouras de soja e milho.
No mesmo período, a safra de grãos do país alcançou 346,1 milhões de toneladas, frente a 292,5 milhões registradas em 2024. O aumento da produção elevou a demanda por insumos nutricionais necessários para sustentar a produtividade das lavouras em uma área cultivada cada vez maior.
Mato Grosso liderou o consumo nacional de fertilizantes, com 11,40 milhões de toneladas entregues ao longo do ano, o equivalente a 23,2% do total. Paraná e São Paulo aparecem na sequência, refletindo a importância dessas regiões na produção agrícola e no uso de insumos para o cultivo de grãos.
Apesar do crescimento da demanda interna, o Brasil permanece altamente dependente de fertilizantes importados. Em 2025, as importações somaram 43,32 milhões de toneladas, enquanto a produção nacional de fertilizantes intermediários avançou apenas 2,5%, alcançando 7,22 milhões de toneladas.

Mesmo diante de desafios logísticos, oscilações nos custos e instabilidades climáticas, o setor conseguiu manter o abastecimento regular ao produtor rural. A distribuição organizada dos insumos contribuiu para o planejamento das safras e para a manutenção da produtividade das lavouras em diferentes regiões do país.
Segundo Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, o cenário para o agronegócio em 2026 tende a ser marcado por desafios e oportunidades. “O país enfrenta um ambiente de elevada complexidade, com custos de produção em alta e mercado volátil. Ao mesmo tempo, surgem oportunidades estratégicas capazes de reposicionar o produtor no centro da economia global”, afirma.
Para ele, o Brasil entra em um momento decisivo para transformar riscos em vantagens competitivas. “Como protagonista na exportação de commodities como soja, milho e carne, o planejamento e ferramentas de gestão serão fundamentais para enfrentar as incertezas do mercado”, acrescenta.
No cenário macroeconômico, a agropecuária também teve papel relevante no crescimento do país. O setor registrou expansão de 11,7% em 2025 e foi um dos principais motores do avanço de 2,3% do Produto Interno Bruto brasileiro.
O desempenho reforça a importância estratégica do agronegócio para a economia nacional. Insumos como fertilizantes seguem desempenhando papel central na produtividade das lavouras e na capacidade do país de manter sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.
Fonte: ANDA e dados do setor, adaptado pela equipe Feed&Food
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