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Mesa de Mercado · CEPEA
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Emirados Árabes ampliam acesso ao pescado brasileiro na 700ª abertura de mercado do agro

Autorização contempla produtos da pesca extrativa e da aquicultura.

O Brasil alcançou 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários desde 2023 com a autorização dos Emirados Árabes Unidos para importar pescado brasileiro de pesca extrativa e de cultivo. O anúncio ocorreu na terça-feira (13), em Brasília, durante coletiva realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com representantes do governo federal e de órgãos ligados ao comércio exterior.

As autorizações abrangem 99 destinos internacionais e diferentes cadeias produtivas. No caso do pescado, a ampliação do acesso ocorre por meio de negociações sanitárias e comerciais, necessárias para permitir a entrada de produtos brasileiros em mercados estrangeiros.

Comércio com Emirados já movimentava pescado

A autorização amplia as condições de acesso ao mercado emiradense, mas não representa o início absoluto das exportações brasileiras de pescado ao país. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil comercializou US$ 184 mil em peixes e frutos do mar com os Emirados Árabes Unidos, queda de 90,4% frente ao mesmo período de 2025, segundo dados do MDIC organizados pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Desse total, US$ 120 mil corresponderam a crustáceos e US$ 60 mil a peixes congelados, exceto filés. A nova autorização pode ampliar as possibilidades de comercialização, mas o crescimento dos embarques dependerá da demanda e do cumprimento das exigências dos importadores.

Representantes do governo federal participam, em Brasília, do anúncio de 700 aberturas de mercado para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023. A marca foi alcançada com a autorização dos Emirados Árabes Unidos para importar pescado nacional, incluindo produtos da pesca extrativa e da aquicultura. Crédito: Reprodução

Outros mercados também foram autorizados

Em agosto, a União Econômica Eurasiática, formada por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão, autorizou a importação de alimentos brasileiros à base de peixes, crustáceos, moluscos e outros produtos da pesca. No mesmo período, o Japão liberou a entrada de bexigas natatórias brasileiras.

A União Europeia também permanece entre os mercados de interesse. Em 15 de outubro, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informou que uma auditoria realizada por autoridades europeias em junho apresentou avaliação preliminar favorável sobre os controles brasileiros. O resultado permite avançar nas discussões, mas ainda não representa a retomada das exportações ao bloco.

Novas autorizações não garantem vendas imediatas

Segundo dados do Agrostat, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 133,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. O resultado abrange diferentes cadeias produtivas e não corresponde exclusivamente ao pescado.

A abertura de mercados cria possibilidades comerciais para produtores, cooperativas e indústrias, mas não garante embarques imediatos. O balanço das 700 autorizações também não detalha quantas foram destinadas exclusivamente ao setor pesqueiro nem os volumes efetivamente exportados a partir dessas liberações.

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