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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Embrapa Trace conecta dados de soja, café e carne bovina para apoiar exportações

Tecnologia reúne informações do campo à comercialização e pode auxiliar na comprovação de exigências ambientais de mercados internacionais.

A Embrapa Agricultura Digital, sediada em Campinas (SP), divulgou na terça-feira (3/11) detalhes da Embrapa Trace, ferramenta que organiza registros de rastreabilidade para soja, café e carne bovina. A iniciativa busca facilitar a comprovação da origem e das condições de produção diante de exigências ambientais e sanitárias do comércio internacional.

A tecnologia está disponível na AgroAPI, plataforma que permite integrar sistemas por interfaces de programação (APIs). Produtores, cooperativas, indústrias, operadores logísticos e verificadores podem compartilhar dados de propriedades, lotes, armazenamento, processamento e transporte, conforme protocolos específicos de cada cadeia.

Integração reúne dados da produção

A Embrapa Trace se conecta ao TerraClass, projeto da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que monitora o uso e a cobertura da terra na Amazônia e no Cerrado. Também utiliza o ElegiAgro, sistema que cruza informações cadastrais e geoespaciais para avaliar a situação agroambiental da produção.

Segundo Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, a ferramenta reúne informações declaradas pelos participantes e certificações existentes. “A Embrapa Trace padroniza informações autodeclaradas, valida e integra certificações existentes”, explica. Após a análise das evidências, os relatórios de conformidade podem ser disponibilizados para consulta por QR Code.

Os grandes e médios exportadores nacionais devem comprovar a conformidade ambiental com rastreabilidade por geolocalização de cada área produtiva

Regras europeias ampliam exigências

Um dos fatores que impulsionam a rastreabilidade é o Regulamento da União Europeia sobre Desmatamento (EUDR), que exige informações sobre origem e legalidade de produtos como soja, café e carne bovina. Entre os critérios, está a comprovação de que a produção não ocorreu em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

As obrigações passam a ser aplicadas em 30 de dezembro de 2026 aos operadores médios e grandes e, em regra, em 30 de junho de 2027 aos micro e pequenos, conforme a União Europeia. Os operadores responsáveis pela entrada dos produtos no mercado europeu precisam realizar as verificações previstas; o uso da tecnologia, isoladamente, não garante a conformidade.

Integração e expansão das cadeias

A Embrapa prevê integrar a Trace à plataforma AgroBrasil Mais Sustentável (AB+S), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Enquanto a AB+S avalia informações socioambientais das propriedades rurais, a Trace se concentra no percurso dos produtos ao longo das cadeias.

Para Luiza Kreimeier, assessora técnica do Conselho Nacional do Café (CNC), a integração de informações pode reduzir retrabalho e ajudar cooperativas a demonstrar a origem da produção. Ela ressalta a importância de testar essas ferramentas nas rotinas das equipes.

Por enquanto, os protocolos divulgados contemplam soja, café e bovinos de corte. Segundo a Embrapa, a previsão é ampliar o sistema para cacau, madeira, borracha, frangos, suínos e pescados, incluindo atum e tilápia, sem data informada para a incorporação dessas cadeias.

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