Os preços da soja no mercado brasileiro seguem sustentados pela demanda aquecida para entrega imediata, de acordo com levantamento do Cepea divulgado hoje, quarta-feira (18). A maior procura no mercado spot fortaleceu as cotações internas e elevou os prêmios de exportação, principalmente para embarques de curto prazo.
Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo das negociações tem sido influenciado também pelo comportamento dos produtores, que demonstram cautela na comercialização diante das incertezas climáticas em diferentes regiões do País. O cenário meteorológico, apontam os analistas, permanece no radar do setor.
No Sul e no Nordeste, o déficit hídrico mantém parte dos produtores mais resistentes a fechar novos contratos, enquanto no Sudeste o excesso de chuvas interrompeu temporariamente a colheita, reduzindo a oferta disponível no curto prazo.

Apesar do suporte vindo da demanda, outros fatores limitaram altas mais expressivas. A valorização do real frente ao dólar diminui a competitividade da soja brasileira no mercado internacional em comparação ao produto norte-americano. Além disso, a perspectiva de aumento na relação estoque/consumo também atua como elemento de contenção sobre os preços.
Mesmo com os desafios climáticos regionais, as estimativas oficiais apontam para uma safra recorde no Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 177,98 milhões de toneladas, enquanto o United States Department of Agriculture (USDA) estima 180 milhões de toneladas para a temporada atual.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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