Durante a COP30, realizada em Belém, o Brasil conduziu um encontro de alto nível para consolidar a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono, iniciativa lançada em 7 de novembro e que já conta com a adesão voluntária de 18 países. A proposta busca integrar diferentes sistemas de precificação de carbono ao redor do mundo, ampliando transparência, liquidez e previsibilidade para projetos voltados à redução de emissões.
A coalizão tem como foco estabelecer princípios comuns para monitoramento, relato e verificação (MRV), além de alinhar metodologias de contabilidade de carbono e critérios de integridade ambiental. A intenção é apoiar ações que acelerem a transição energética e fortaleçam a implementação do Acordo de Paris.
Entre os países que já aderiram estão Brasil, China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia, França, Ruanda, Andorra, Guiné, Nova Zelândia, Mônaco, Singapura e Noruega. Todos participam de forma voluntária, e a iniciativa permanece aberta para novas adesões.
Representantes internacionais reforçaram a importância da coalizão para padronizar práticas e garantir a qualidade dos créditos de carbono. O Comissário de Energia da União Europeia, Dan Jørgensen, destacou que mercados bem regulados são essenciais para cumprir metas climáticas globais. Já o Ministro do Clima da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, ressaltou que a cooperação internacional é decisiva para garantir impacto ambiental real.
Ao coordenar a nova coalizão, o Brasil busca contribuir para um ambiente global mais coerente e robusto de descarbonização, fortalecendo o diálogo entre países e criando bases técnicas comuns para o mercado de carbono.
Fonte: COP30, adaptado pela equipe FeedFood.
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