O Itaú BBA divulgou uma atualização do relatório Visão Agro com as perspectivas para o ciclo 2025/26. Segundo o banco, o agronegócio brasileiro deve iniciar a nova safra com condições climáticas amplamente favoráveis, mas ainda sob pressão de custos, volatilidade internacional e necessidade crescente de gestão de riscos por parte dos produtores.
De acordo com Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, fatores como câmbio, geopolítica e comportamento dos mercados internacionais terão forte influência nos resultados do ciclo. Ele reforça que, apesar do clima positivo na maior parte das regiões produtoras do Brasil, o produtor precisará manter rigor no planejamento financeiro e operacional.
Na soja, as condições climáticas favoráveis no Brasil e na Argentina podem levar a produção sul-americana a um novo recorde. Mesmo assim, as margens seguem pressionadas pela concorrência global e pela instabilidade na demanda chinesa. Para o milho safrinha, o banco aponta um cenário atrativo, mas alerta que atrasos no plantio da soja em estados como Goiás e Minas Gerais podem reduzir a área disponível para a segunda safra.

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Na pecuária, a carne bovina deve registrar menor oferta em 2026, tendência que pode sustentar preços mais altos. O setor avícola, após enfrentar desafios com a gripe aviária em 2025, mantém boas perspectivas para o próximo ciclo. Já a suinocultura encerra 2025 com recordes de produção e exportação, mas demanda atenção às oscilações do mercado externo para sustentar o ritmo de crescimento.
Entre as culturas agrícolas, açúcar e etanol seguem como destaques. A produção de etanol tende a avançar com o aumento da mistura anidro-gasolina no mercado interno. No entanto, a oferta global elevada de açúcar pode pressionar os preços no curto prazo. Trigo, arroz e algodão enfrentam desafios ligados ao câmbio e à ampla oferta internacional, enquanto o café apresenta sinais de recuperação, com possibilidade de safra maior em 2026 e preços relativamente firmes, embora voláteis.
O estudo também destaca o mercado global de fertilizantes, que registrou queda após as máximas de 2025, mas ainda opera em patamares elevados e sensíveis a riscos geopolíticos. No Brasil, a logística das entregas para a próxima safra deve exigir mais atenção, já que o ritmo de comercialização dos insumos está mais lento.
Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe Feed&Food
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