A confirmação de um caso de doença de Newcastle em uma granja comercial de Santa Catarina aumentou a preocupação no setor avícola brasileiro. Apesar disso, o mercado de carne de frango segue estável, sem impactos identificados nas cotações ou no volume de negócios até o momento, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada em 23 de outubro.
De acordo com pesquisadores do Centro, o mercado apresenta relativo equilíbrio entre oferta e demanda neste início da segunda quinzena do mês. As negociações continuam ocorrendo normalmente, sem registros de interrupções ou alterações nos preços atribuídas ao foco da doença.
Restrições às exportações preocupam o setor
O principal ponto de atenção está nas possíveis consequências dos embargos comerciais anunciados após a confirmação do caso. A situação traz lembranças do episódio de gripe aviária registrado em Montenegro (RS), em maio de 2025, quando as restrições internacionais prejudicaram as exportações brasileiras de carne de frango.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), até a atualização divulgada, Malásia e México haviam suspendido as importações de produtos avícolas de todo o Brasil. Já Arábia Saudita, China e Chile restringiram os embarques provenientes especificamente de Santa Catarina.
Monitoramento continua
O Mapa mantém o monitoramento da situação sanitária e das medidas comerciais adotadas pelos países importadores. Para o setor, a abrangência e a duração das restrições serão determinantes para avaliar possíveis efeitos sobre os embarques e o mercado interno.
Por enquanto, o caso de Newcastle ainda não provocou alterações perceptíveis na comercialização da carne de frango. A atenção permanece voltada à evolução das medidas sanitárias e comerciais, que poderão influenciar o desempenho das exportações nas próximas semanas.



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