O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou no domingo (18) um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte localizada em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A ocorrência, divulgada nesta segunda-feira (19), levou à interdição do estabelecimento e à suspensão da movimentação de aves.
A propriedade abriga aproximadamente 6 mil perus. Segundo nota da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e do Sindicarne-SC, os animais não apresentaram sinais clínicos, apesar da detecção do vírus. A ausência de sintomas, porém, não invalida a confirmação laboratorial do foco.
Diagnóstico confirmado em laboratório
A ocorrência foi identificada durante a vigilância sanitária conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial catarinense. As amostras foram coletadas em 21 de setembro e resultados iniciais, em 14 de outubro, motivaram novas análises. A confirmação veio em 18 de outubro, após exames no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.
As medidas seguem o plano de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle. O Mapa prevê a eliminação sanitária das aves da unidade afetada, seguida de limpeza e desinfecção das instalações, para interromper a circulação do vírus.

A vigilância também abrange Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, além de Nova Itaberaba. Segundo o ministério, 133 granjas integram a área de monitoramento. A inclusão na investigação não significa que tenham registrado casos da doença.
Consumo de produtos avícolas permanece seguro
A doença de Newcastle é uma infecção viral contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar alterações respiratórias e neurológicas. Mesmo sem manifestações clínicas na granja, a detecção exige resposta sanitária para impedir a disseminação entre plantéis.
O Mapa esclarece que produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para consumo. Segundo as autoridades, as aves da propriedade afetada não foram destinadas ao abate comercial. A ocorrência é tratada como questão de sanidade animal e não como evidência de contaminação de alimentos disponíveis ao consumidor.
Comércio exterior exige acompanhamento
O Brasil deverá comunicar o foco à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais, conforme compromissos sanitários internacionais. Possíveis efeitos sobre as exportações dependerão das exigências de cada destino; a confirmação do foco não significa, por si só, suspensão geral dos embarques brasileiros.
As equipes de defesa agropecuária seguem investigando a origem da ocorrência e monitorando propriedades próximas. Novas medidas e atualizações dependerão dos resultados da vigilância e das decisões das autoridades competentes.



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