A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou, nesta terça-feira (20), a preparação do sistema sanitário brasileiro para responder a eventuais ocorrências de doenças na produção avícola, após o registro de Doença de Newcastle em Santa Catarina, identificado sem manifestação clínica nos animais.
Segundo a entidade, a experiência acumulada e o planejamento prévio permitiram uma resposta rápida e coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o setor produtivo e os serviços estaduais de defesa sanitária. As medidas sanitárias necessárias já foram adotadas ou estão em andamento, com comunicação às autoridades competentes e aos parceiros comerciais do Brasil.
Negociações comerciais e comunicação internacional
A ABPA também ressaltou a importância das negociações prévias dos certificados sanitários e da comunicação ágil à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e às autoridades dos países importadores. De acordo com a associação, essas iniciativas contribuíram para dar maior previsibilidade às tratativas e facilitar a condução das medidas relacionadas ao comércio internacional.
A entidade avalia que o alcance limitado das suspensões comerciais registradas até o momento demonstra a relevância da preparação antecipada e a confiança no sistema sanitário brasileiro.
A associação mantém a expectativa de que as negociações avancem com agilidade para preservar os fluxos comerciais e restabelecer os embarques eventualmente afetados, respeitando os requisitos sanitários estabelecidos por cada mercado importador.
Confiança na cadeia de proteína animal
Para a ABPA, a transparência e a organização da resposta sanitária são fundamentais para fortalecer a credibilidade internacional da cadeia brasileira de proteína animal.
A entidade também reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico na segurança alimentar global, com fornecimento de produtos para mercados dos cinco continentes.
O episódio evidencia a importância da articulação entre autoridades sanitárias e setor produtivo, além do planejamento para responder a ocorrências sanitárias e reduzir seus possíveis impactos sobre a produção e as exportações brasileiras.



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