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Campo segue decisivo para geração de empregos e equilíbrio social no Brasil

A agropecuária brasileira mantém papel central na geração de empregos, na renda rural e na competitividade econômica do País
Por Camila Santos
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O campo e o emprego continuam sendo alicerces estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. Mesmo diante do avanço da tecnologia e da expansão dos setores industrial e de serviços, a realidade demonstra que a geração de postos de trabalho, por longo período, seguirá fortemente vinculada ao desempenho da agropecuária e à renda do produtor rural. A agricultura e a pecuária constituem a base da economia nacional não apenas pela oferta de alimentos e matérias-primas, mas também por sua capacidade de gerar riqueza genuína e de mobilizar numerosa força de trabalho em todas as etapas das cadeias produtivas. O setor rural transforma sementes e animais em alimentos, energia e fibras, assegurando soberania, segurança alimentar e competitividade internacional.

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O Brasil carrega singularidades que diferem de outras economias. Apesar de a maior parte da população residir em áreas urbanas, o impacto social da agricultura é profundo. O êxodo rural, quando intensificado, agrava os desafios nas cidades, cuja infraestrutura já pressionada não consegue absorver, com a mesma velocidade, o fluxo de novos habitantes. Por isso, garantir a permanência digna das famílias no campo não é apenas uma questão econômica: é também social e estratégica, reduzindo desigualdades e promovendo qualidade de vida em todo o território nacional.

José Zeferino Pedrozo, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

A experiência internacional evidencia que países desenvolvidos alcançaram patamares de apenas 3% ou 4% de população rural em momentos de expansão industrial e forte demanda por mão de obra urbana. O Brasil, porém, enfrenta um contexto distinto. A revolução tecnológica avança rapidamente e elimina postos de trabalho tradicionais tanto no campo quanto nas cidades. Automação, inteligência artificial e robótica disputam espaço com a mão de obra humana, impondo desafios inéditos para a manutenção e geração de empregos.

Nesse cenário, a política agrícola brasileira mostra limitações ao restringir-se a mecanismos de crédito e à gestão da inadimplência. Falta ao País um planejamento estratégico de longo prazo. Mais do que crédito, a renda é o verdadeiro obstáculo para o produtor rural, que lida com a concorrência internacional acirrada desde a abertura econômica dos anos 1990. Mesmo ganhos expressivos de produtividade, fruto de inovação e gestão eficiente, são frequentemente anulados por oscilações de mercado e pelas deficiências logísticas e de infraestrutura, que encarecem a produção e reduzem a competitividade nacional.

O potencial agrícola brasileiro é indiscutível, sustentado por recursos naturais privilegiados, mas só se concretiza plenamente quando o produtor encontra condições econômicas favoráveis. Nesse processo, os pequenos agricultores têm papel decisivo. Embora enfrentem as limitações da escala produtiva, podem alcançar competitividade por meio de práticas de gestão profissional, diversificação de atividades e agregação de valor, tornando seus empreendimentos sustentáveis. A chamada agricultura de tempo parcial, na qual a família rural combina a atividade agrícola com ocupações complementares fora da propriedade, também se mostra alternativa viável para ampliar a renda e garantir a permanência no meio rural.

É nesse contexto que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) exerce papel central. A instituição oferece formação profissional, assistência técnica e capacitação gerencial, ampliando a qualificação da mão de obra e preparando o produtor para os desafios de um mercado cada vez mais tecnológico e competitivo. O trabalho do SENAR vai além da transferência de conhecimento: fortalece o espírito empreendedor, permitindo que agricultores e pecuaristas incorporem inovação, aumentem a produtividade e assegurem a viabilidade de seus negócios.

A agropecuária brasileira responde por uma parcela significativa dos empregos diretos e indiretos no País. Desconsiderar essa realidade é desconsiderar a vida de milhões de famílias. Valorizar o campo significa investir em pessoas, em tecnologia e em gestão, garantindo ao Brasil condições para enfrentar os desafios do futuro com equilíbrio social, solidez econômica e maior competitividade internacional.

Fonte: FAESC, adaptado pela equipe FeedFood.

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