A Bunge e a Mantiqueira Brasil firmaram um acordo para o fornecimento de 12 mil toneladas de farelo de soja rastreável e produzido em áreas com práticas de agricultura regenerativa. O insumo será destinado à produção de ração das aves nas unidades da Mantiqueira, reforçando a integração entre sustentabilidade, rastreabilidade e desempenho produtivo.
O farelo fornecido pela Bunge é monitorado desde a fazenda de origem, com informações consolidadas em uma plataforma baseada em blockchain. O sistema registra dados ambientais e produtivos e garante transparência na cadeia, desde o campo até o destino final.
Segundo a Bunge, a pegada de carbono do produto pode ser entre 40% e 70% menor que a média brasileira. As medições seguem metodologias reconhecidas internacionalmente, como EcoInvent, GFLI e AgriFootprint, além de auditoria independente e uso de dados primários coletados diretamente nas propriedades rurais participantes do Programa de Agricultura Regenerativa.

De acordo com a empresa, o objetivo é conectar produtores que adotam sistemas sustentáveis a clientes que buscam reduzir emissões e ampliar compromissos ambientais. “Trabalhar em parceria com nossos clientes nos permite incentivar práticas sustentáveis e apoiar metas de descarbonização”, afirma Pamela Moreira, diretora de Sustentabilidade da Bunge.
Além do fornecimento do farelo, as empresas desenvolvem um projeto piloto com o fertilizante orgânico Solobom, produzido pela Mantiqueira a partir de esterco de galinhas poedeiras. Inicialmente aplicado em áreas de milho safrinha, com cerca de 100 toneladas utilizadas, o programa deve ser expandido para outras culturas.
A Mantiqueira comercializa mais de 100 mil toneladas do fertilizante orgânico por ano, com uso em cana-de-açúcar, soja, milho e café em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O Programa de Agricultura Regenerativa da Bunge já alcança 345 mil hectares no Brasil e combina incentivos financeiros, assistência técnica e ferramentas digitais. A iniciativa também conecta produtores a empresas dos setores de alimentos e biocombustíveis interessadas em cadeias de suprimento de baixo carbono.
Fonte: Bunge e Mantiqueira, adaptado pela equipe Feed&Food
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