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Brasil será oficialmente reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação nesta quinta-feira (29)

Status será concedido pela WOAH e consolida avanço histórico na defesa agropecuária nacional

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Nesta quinta-feira, 29 de maio, o Brasil será oficialmente reconhecido como país livre de febre aftosa sem vacinação pela World Organisation for Animal Health (WOAH), durante a 92ª Sessão Geral da entidade, em Paris. O novo status sanitário abrange 22 estados e o Distrito Federal, representando cerca de 82% do rebanho bovino nacional, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A conquista é um marco na história da agropecuária brasileira e encerra um ciclo de mais de 60 anos de vacinação preventiva contra a doença. A febre aftosa é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido e, embora não ofereça risco à saúde humana, tem grande impacto econômico devido às restrições comerciais que impõe aos países afetados.

Com o novo status sanitário, o Brasil dá um passo estratégico para ampliar suas exportações de proteína animal, especialmente carne bovina e suína, a mercados de alto valor e exigência sanitária, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia. Estimativas do setor apontam para um potencial bilionário de crescimento nas exportações a partir da abertura de novos destinos.

A obtenção do reconhecimento internacional é resultado de um longo processo técnico, iniciado com a atualização do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), em 2017. Desde então, o país tem promovido o fortalecimento dos serviços veterinários oficiais, modernização dos sistemas de vigilância, capacitação de equipes e intensificação da fiscalização nas regiões de fronteira.

Com o novo status sanitário, o Brasil dá um passo estratégico para ampliar suas exportações de proteína animal, especialmente carne bovina e suína, a mercados de alto valor e exigência sanitária

O novo status será conferido às zonas que deixaram de vacinar os rebanhos em 2023 e, após análises técnicas, comprovaram ausência de circulação viral e capacidade de resposta a eventuais focos. Os únicos estados que ainda mantêm a vacinação são Amapá, Roraima e parte do Amazonas, que seguem em fase de transição e poderão ser reconhecidos futuramente, com a meta de alcançar 100% do território nacional livre da doença sem vacinação até 2026.

O reconhecimento da WOAH representa um salto de qualidade na imagem sanitária do Brasil, fortalecendo sua posição no comércio internacional de alimentos e consolidando a confiança nos protocolos e na estrutura de defesa agropecuária do país. Para manter o status, o Brasil deverá continuar investindo em vigilância ativa, controle de fronteiras, agilidade na resposta a emergências e transparência na comunicação com os mercados internacionais.

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