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Brasil mantém liderança e estabilidade no mercado global de proteínas

Exportações das proteínas de frango, suínos, tilápia e leite mostram resiliência diante de crises sanitárias e barreiras comerciais
Por Camila Santos
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Camila Santos, da Redação – camila@dc7comunica.com.br

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A coletiva de imprensa realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que ocorreu hoje (20), reafirmou que o Brasil segue consolidando sua posição de destaque no mercado global de proteínas, mesmo diante de desafios sanitários que impactaram temporariamente alguns mercados estratégicos. “Enfrentamos um dos períodos mais desafiadores da história recente, mas conseguimos administrar uma pequena queda nas exportações sem comprometer o abastecimento interno”, afirma Ricardo Santin, presidente da entidade, destacando a coordenação entre governo, associações estaduais e empresas privadas.

De acordo com ele, no setor de frango, a China permanece como principal destino, absorvendo 62% do volume exportado, cerca de 269 mil toneladas. “Mesmo com pequenas flutuações na produção chinesa, o Brasil continua sendo o principal fornecedor, mantendo estabilidade e previsibilidade para o comércio bilateral”, explica. Outros mercados importantes incluem Rússia, União Europeia e Tailândia, que, apesar de impactos pontuais, ainda representam fatias relevantes das exportações brasileiras.

O segmento de suínos também demonstra resiliência. A China lidera as importações, seguida por União Europeia, Chile, Canadá, Tailândia e outros mercados emergentes. Apesar de barreiras temporárias, como fechamento de portos e exigências rigorosas de protocolos sanitários, mais de 140 mercados permanecem abertos. “Estamos trabalhando para reabrir mercados estratégicos, aplicando critérios de regionalização e protocolos baseados em ciência”, detalha o presidente.

“Enfrentamos um dos períodos mais desafiadores da história recente, mas conseguimos administrar” – Ricardo Santin, presidente da ABPA (Foto: FeedFood)

A tilápia enfrenta desafios distintos, com 84% da produção nacional destinada à exportação, representando 2% da produção total de peixe de cultivo. “Embora o impacto sobre a produção seja limitado, a gestão adequada do fluxo exportador garante sustentabilidade e evita desequilíbrios no mercado interno”, comenta.

Já o setor leiteiro e derivados reforçam a presença brasileira em hubs internacionais, como o SEADES, que passou a contar com 45 mil metros quadrados, integrando frigoríficos, cooperativas e produtores de frango, suínos, tilápia e leite em um único espaço. “O SEADES se transformou em um hub estratégico para a América Latina, oferecendo aos visitantes uma visão completa da cadeia de proteínas e fortalecendo a presença do Brasil no mercado global”, afirma Santin.

Destino das proteínas brasileiras

Entre os desafios enfrentados estão barreiras tarifárias que podem atingir até 45% e o fechamento temporário de mercados, como Chile, Canadá, União Europeia e China, devido a crises sanitárias ou políticas internas. “A regionalização e a adoção de protocolos científicos são essenciais para garantir que o fluxo comercial continue sem interrupções”, destaca. O Brasil demonstra capacidade singular de equilibrar produção, exportação e sustentabilidade, assegurando que empresas e cooperativas mantenham operações seguras.

A gestão integrada e a cooperação com órgãos internacionais também foram determinantes. Mais de 540 propriedades foram monitoradas durante episódios críticos, evitando a propagação da doença e fornecendo dados confiáveis para decisões globais. “Esse é um feito histórico que demonstra nossa preparação e responsabilidade no mercado global de proteínas”, ressalta o especialista.

Coletiva apresentou dados sobre o mercado de proteína animal (Foto: FeedFood)

Além da manutenção de volumes e mercados, o país foca na diversificação e fortalecimento das cadeias produtivas. A indústria de suínos, frangos, tilápia e leite reforça a importância do bem-estar animal e humano, alinhando produtividade à responsabilidade social e sanitária. A expansão de hubs, protocolos avançados e negociações estratégicas evidenciam que o Brasil não apenas supera desafios, mas consolida sua posição de liderança mundial.

Para o presidente da ABPA, “estamos preparados para enfrentar novos episódios, mantendo mercados estratégicos abertos e garantindo estabilidade para produtores, indústrias e consumidores. A sustentabilidade do setor depende da nossa capacidade de planejar, monitorar e agir com base em ciência e cooperação internacional”.

“O Brasil mantém protagonismo global em proteínas, equilibrando produtividade, segurança alimentar e presença estratégica em mercados internacionais, consolidando a confiança de compradores e parceiros ao redor do mundo”, encerra.

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