O Brasil segue ampliando sua presença no mercado chinês de carne bovina e já utilizou 55,4% da cota anual de exportação disponível para 2026 em apenas quatro meses. Os dados são do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes.
Entre janeiro e abril deste ano, o País embarcou 612,8 mil toneladas de carne bovina in natura para a China, mantendo ampla liderança entre os fornecedores do gigante asiático. O volume representa 56,9% de todas as importações chinesas da proteína no período e supera metade da cota brasileira de 1,106 milhão de toneladas autorizadas para 2026.
Apesar do desempenho robusto, o ritmo das compras chinesas apresentou desaceleração ao longo do quadrimestre. Em janeiro, a China importou 366,4 mil toneladas de carne bovina in natura. Em abril, o volume mensal recuou para 208,7 mil toneladas.
No acumulado do primeiro quadrimestre, as importações chinesas totalizaram 1,08 milhão de toneladas, equivalente a 40,1% da cota global de 2,688 milhões de toneladas previstas para o ano.

Austrália acelera uso da cota
Entre os principais concorrentes do Brasil, a Austrália aparece como o país mais próximo de esgotar seu limite anual de exportação para a China. Os australianos já utilizaram 69,96% da cota disponível após embarcarem 143,4 mil toneladas no período.
A Argentina utilizou 34,58% de sua cota anual, enquanto Uruguai e Nova Zelândia preencheram 18,61% e 18,23%, respectivamente.
Os Estados Unidos seguem com participação pouco relevante no mercado chinês de carne bovina in natura. Entre janeiro e abril, os norte-americanos exportaram apenas 685 toneladas para a China, utilizando somente 0,42% da cota disponível para 2026.
Liderança brasileira reforça competitividade
O avanço brasileiro no mercado chinês reforça a competitividade da pecuária nacional em um dos principais destinos da carne bovina global. A combinação entre escala de produção, capacidade industrial, habilitações sanitárias e forte demanda chinesa continua sustentando o protagonismo do Brasil nas exportações da proteína.
O desempenho também evidencia a importância estratégica da China para a cadeia brasileira da carne bovina, especialmente em um momento de maior disputa entre os grandes exportadores globais pelo mercado asiático.
Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed & Food.
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