O Brasil estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13), contra o Marrocos, às 19h, no horário de Brasília, no New York/New Jersey Stadium, nos Estados Unidos. Para além da atenção ao jogo, a estreia brasileira também levanta uma pergunta que vai além dos estádios: enquanto o mundo acompanha a Copa, quem sustenta as cadeias que colocam alimento na mesa?
A resposta passa por produtores rurais, agroindústrias, frigoríficos, cooperativas, transportadores, portos, distribuidores e serviços de alimentação. Em uma Copa disputada em três países, México, Estados Unidos e Canadá, a discussão sobre proteína animal, grãos, logística e segurança alimentar ganha ainda mais relevância.
Brasil tem peso no fornecimento global
O Brasil chega ao período da Copa como um dos principais fornecedores globais de alimentos. Em maio de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16 bilhões, alta de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O setor respondeu por 50,2% das exportações totais do País no período.
No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas do agro alcançaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6% e recorde histórico para os cinco primeiros meses do ano. Os dados mostram que, enquanto o País acompanha a estreia da Seleção, o agronegócio brasileiro mantém presença expressiva no comércio internacional.
Entre os destaques estão as proteínas animais. Em maio, as exportações de carne bovina in natura somaram US$ 1,7 bilhão, com embarques de 262 mil toneladas. A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões, com 442 mil toneladas exportadas, enquanto a carne suína in natura registrou US$ 278 milhões e 111 mil toneladas embarcadas.

Quem alimenta grandes eventos
Grandes eventos não dependem apenas de estádios, turismo e transmissão. Eles também movimentam redes de alimentação, hotéis, restaurantes, bares, supermercados, cozinhas industriais e serviços de distribuição. Nesse cenário, proteína animal, ovos, lácteos, pescados e produtos processados fazem parte de uma engrenagem que precisa operar com regularidade.
Não há dado oficial que permita afirmar quanto a Copa aumenta o consumo de proteína animal nos países-sede. O que se pode afirmar com segurança é que eventos de massa evidenciam a importância de cadeias capazes de produzir, processar, armazenar, transportar e entregar alimentos com qualidade e controle sanitário.
Para o Brasil, esse debate envolve também a base agrícola da proteína animal. Milho e soja são essenciais para a produção de ração e influenciam diretamente a competitividade de aves, suínos, ovos, leite e parte da pecuária intensiva. Em maio, a soja em grãos permaneceu como o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro, com US$ 6,3 bilhões em vendas externas e 14,8 milhões de toneladas embarcadas.
Logística e segurança alimentar definem competitividade
O papel do Brasil no abastecimento global não se resume ao volume produzido. A competitividade do País também depende de sanidade, rastreabilidade, certificações, armazenagem, transporte refrigerado, capacidade portuária e atendimento às exigências de cada mercado importador.
A estreia do Brasil na Copa, portanto, também chama atenção para a presença do País em uma agenda internacional que depende cada vez mais de alimento seguro, competitivo e disponível para diferentes mercados. Enquanto a Seleção inicia sua trajetória contra o Marrocos, a cadeia agroalimentar brasileira segue como parte estratégica do abastecimento global.
Fonte: FIFA, Mapa, Cepea e Secex/MDIC, adaptado pela equipe Feed&Food
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