O Brasil intensificou as negociações para abertura do mercado de Bangladesh às proteínas animais brasileiras durante missão realizada entre os dias 6 e 9 de abril, em Daca. A agenda foi conduzida pelo adido agrícola do país no território asiático, Silvio Testaseca, com foco na ampliação das relações comerciais.
Ao longo da missão, foram realizadas 11 reuniões com empresas e representantes dos segmentos de avicultura e carne bovina de Bangladesh, reunindo importantes lideranças locais interessadas no potencial de fornecimento brasileiro.
Apresentação do sistema produtivo brasileiro
Durante os encontros, o Brasil apresentou informações detalhadas sobre seu sistema de produção, destacando aspectos relacionados à sanidade, rastreabilidade e capacidade de oferta.
Mesmo com o mercado ainda fechado para a importação de proteínas animais brasileiras, a iniciativa buscou esclarecer dúvidas técnicas e comerciais, além de avançar no diálogo com potenciais compradores.

Mercado estratégico na Ásia
Bangladesh é considerado um mercado estratégico, com população estimada em cerca de 173 milhões de habitantes e crescente demanda por alimentos.
No último ano, o país asiático importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para itens como açúcar, soja, cereais e derivados.
Expansão da presença internacional
A agenda reforça a estratégia brasileira de diversificação de mercados para as proteínas animais, ampliando a presença em regiões com potencial de crescimento no consumo.
O Brasil figura entre os maiores produtores globais de proteína animal e exporta para mais de 180 países, sendo líder nas exportações mundiais de carne bovina e de frango.
Construção de relações comerciais
A missão em Bangladesh integra um esforço contínuo de construção de relações comerciais e abertura de novos mercados, considerados fundamentais para sustentar o crescimento das exportações do setor.
O avanço dessas negociações pode ampliar o acesso da proteína animal brasileira a novos destinos e fortalecer a competitividade do país no mercado global.
Fonte: Ministério da Agricultura, adaptado pela equipe Feed&Food
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