O governo brasileiro concluiu negociações que autorizam a exportação de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS) para o Chile, ampliando as oportunidades comerciais para o agronegócio nacional. O insumo, derivado da produção de etanol de milho, é amplamente utilizado na formulação de rações para aves, bovinos e suínos.
A medida reforça a estratégia brasileira de expansão de mercados e diversificação de destinos para produtos agropecuários, além de agregar valor a coprodutos da cadeia do etanol, cada vez mais relevantes na nutrição animal.
Novo mercado para insumo estratégico
Os DDG/DDGS são considerados importantes fontes de proteína e energia na alimentação animal, sendo utilizados em sistemas produtivos intensivos. A abertura do mercado chileno representa uma nova alternativa de escoamento para esse coproduto, fortalecendo a integração entre as cadeias de biocombustíveis e proteína animal.
O Chile, por sua vez, se destaca como parceiro relevante do Brasil no comércio agropecuário, com demanda consistente por insumos e alimentos.

Relação comercial já consolidada
Em 2025, as exportações brasileiras para o Chile superaram US$ 2,2 bilhões, com destaque para carnes, produtos florestais e o complexo soja. A inclusão dos DDG/DDGS na pauta comercial tende a ampliar ainda mais esse fluxo, especialmente no segmento de nutrição animal.
A abertura também contribui para aumentar a competitividade do Brasil no fornecimento de insumos para a produção pecuária em mercados internacionais.
Avanço na agenda de aberturas de mercado
Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 601 aberturas de mercado desde 2023, resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O movimento reflete a intensificação das negociações internacionais e o esforço para ampliar o acesso de produtos brasileiros a novos destinos, fortalecendo a presença do país no comércio global.
Impactos para a cadeia produtiva
A ampliação de mercados para coprodutos como o DDG também tem reflexos diretos na cadeia produtiva, ao estimular investimentos, melhorar a rentabilidade e aumentar a eficiência no aproveitamento de matérias-primas.
Para a nutrição animal, a disponibilidade e a competitividade desse insumo são fatores relevantes na formulação de dietas, especialmente em um cenário de pressão sobre custos de produção.
Fonte: Mapa e MRE, adaptado pela equipe Feed&Food
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