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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Bovinos de corte – Intensificação e sustentabilidade na nutrição

Eficiência alimentar, novos ingredientes e mitigação de metano

Doença Respiratória Bovina compromete desempenho dos rebanhos e exige diagnóstico precoce e tratamento eficaz para reduzir perdas.
Doença Respiratória Bovina compromete desempenho dos rebanhos e exige diagnóstico precoce e tratamento eficaz para reduzir perdas.

Caroline Mendes – carolinemendes@dc7comunica.com.br

A pecuária de corte brasileira intensificou-se nas últimas duas décadas, e a nutrição acompanhou esse movimento, moldando sistemas mais produtivos e, ao mesmo tempo, pressionados pela agenda ambiental. Para Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos da MCassab, a evolução foi marcada por três grandes eixos: precisão energética e proteica, avanços minerais e vitamínicos e maior uso de aditivos.

Para Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos da MCassab, a evolução foi marcada por três grandes eixos: precisão energética e proteica, avanços minerais e vitamínicos e maior uso de aditivos.

No campo da energia, a adoção de métricas mais sofisticadas, como a energia líquida de ganho, refinou as formulações, substituindo indicadores mais genéricos. Já no quesito proteína, a proteína degradável no rúmen (PDR) manteve-se como parâmetro central, por sua importância na síntese de proteína microbiana — pilar da nutrição dos ruminantes. Levantamentos com nutricionistas de confinamento mostram, porém, uma mudança gradual: o consumo de PDR aumentou levemente ao longo dos anos, acompanhando o crescimento da ingestão de matéria seca.

Os avanços em suplementação mineral foram decisivos. Com a consolidação das quatro edições do BR-Corte, o cálculo das exigências passou a considerar o conceito de retenção verdadeira, ajustando as recomendações de sódio, enxofre, magnésio, potássio e outros minerais. A substituição parcial de minerais inorgânicos por orgânicos trouxe ganhos de biodisponibilidade, com reflexos positivos na digestibilidade da fibra e no desempenho. Vitamina A, D e E também tiveram ajustes importantes, alinhando as dietas brasileiras a recomendações internacionais.

A intensificação dos confinamentos ilustra bem essa trajetória. Em 2009, menos de 20% dos nutricionistas recomendavam dietas com 80% ou mais de concentrado. Em 2025, esse número já superava 70%. A mudança veio acompanhada do uso consistente de subprodutos — do caroço de algodão ao DDG —, reforçando a competitividade da atividade.

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