Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Boi gordo resiste à pressão interna e se apoia em exportações

Boi gordo resiste à pressão interna e se apoia em exportações

Práticas socioambientais transformam a proteína nacional em produto premium e fortalecem a presença global
Práticas socioambientais transformam a proteína nacional em produto premium e fortalecem a presença global

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

O mercado do boi gordo iniciou outubro em ritmo de cautela, mas com sinais de sustentação em São Paulo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba foi negociada no final de setembro a R$302,00 para o mercado interno e R$307,00 para o “boi China”, ambos valores brutos e a prazo. Esse patamar próximo de R$300/@ consolidou-se como referência neste começo de mês.

Apesar do alívio momentâneo, o setor ainda enfrenta pressão vinda do consumo doméstico retraído. A virada do mês, sem o impacto do pagamento dos salários, manteve o varejo em compasso lento, o que reduziu o escoamento da carne bovina e comprometeu as margens da indústria.

Do lado da oferta, os números seguem confortáveis. De acordo com o Sistema de Inspeção Federal (SIF), os abates em setembro cresceram 5,6% em relação ao mesmo período de 2024, embora tenham recuado 4,5% frente a agosto. Essa combinação segurou movimentos mais bruscos de valorização da arroba.

Foto: reprodução
De acordo com o Sistema de Inspeção Federal (SIF), os abates em setembro cresceram 5,6% em relação ao mesmo período de 2024

O ponto de sustentação segue no mercado externo, que mantém ritmo excepcional. Em setembro, o Brasil exportou 294,7 mil toneladas de carne bovina in natura, volume recorde para o período, e deve ultrapassar pela primeira vez a marca histórica de 300 mil toneladas em um único mês. Esse desempenho positivo ocorre mesmo diante do “tarifaço” norte-americano e ajuda a equilibrar a pressão do mercado interno.

Entretanto, o câmbio mais baixo limita ganhos adicionais. O dólar está em sua mínima dos últimos 13 meses, reduzindo a competitividade da carne brasileira e comprimindo as margens da indústria exportadora.

Para os próximos dias, a Scot Consultoria aponta fatores que podem sustentar os preços: uma possível redução da oferta de animais terminados, a entrada dos salários no mercado, que tende a impulsionar o consumo, e uma eventual valorização do dólar frente ao real. No mercado futuro, há expectativa de leve alta, mas ainda dependente desses ajustes.

Assim, outubro começa com um mercado que se apoia nas exportações para manter as cotações estáveis, enquanto a pecuária observa atentamente os sinais da economia doméstica e internacional para definir os rumos da arroba neste último trimestre de 2025.

LEIA TAMBÉM:

Nutrição e ambiência ditam o futuro da criação de bezerras

Carne brasileira avança com bem-estar e sustentabilidade

Do grano entero à dieta fast: a evolução da nutrição de bovinos de corte confinados no Brasil

Você está em
Texto 100%