Caroline Mendes, de Belo Horizonte (MG)
O cenário epidemiológico desafiador provocado pela influenza aviária exigiu respostas rápidas da cadeia produtiva. Para a AVIMIG, Minas Gerais cumpriu seu papel e demonstrou maturidade ao lidar com o tema, minimizando os impactos sanitários e comerciais.
“Nos assustou no início, mas o setor respondeu à altura. O Brasil já convivia com o risco há quase dois anos e só agora tivemos um caso em plantel comercial, o que mostra o alto nível de biosseguridade adotado”, explica o presidente da AVIMIG, Antônio Carlos Costa.
Ele destaca que, mesmo sem registros diretos em plantéis mineiros, o estado foi afetado indiretamente pela destruição de 8,5 milhões de ovos férteis que chegaram de incubatórios do Sul do país. “Foi uma decisão difícil, mas necessária. O prejuízo foi grande, especialmente para a empresa envolvida, mas era preciso proteger o setor como um todo”, afirma.

Outro ponto relevante, segundo Costa, foi a agilidade na contenção de um caso isolado em ave silvestre no município de Mateus Leme (MG). “Tivemos atuação firme dos órgãos oficiais. Esse tipo de resposta rápida ajuda a preservar nossa credibilidade internacional.”
Embora alguns países ainda mantenham restrições às exportações brasileiras, a expectativa é de retomada gradual. “Já cumprimos todos os protocolos e esperamos o retorno dos mercados. A China ainda não se manifestou, mas acreditamos na normalização”, afirma.
Além do esforço sanitário, Costa também elogiou o trabalho de comunicação coordenado pelo Ministério da Agricultura e entidades do setor. “Foi importante deixar claro que a gripe aviária não representa risco à saúde humana no consumo de carne ou ovos. Isso manteve a confiança no mercado interno, que é robusto e estratégico para o setor.”
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