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Mesa de Mercado · CEPEA
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Avicultura gaúcha reforça sanidade e logística após retomada das exportações

Com alta de 11,6% nos embarques até setembro, setor mantém atenção aos riscos sanitários, custos e infraestrutura para sustentar a competitividade.

A avicultura do Rio Grande do Sul exportou 561,7 mil toneladas de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita alcançou US$ 1,106 bilhão, alta de 22,6%, segundo dados da organização avícola gaúcha. Os números reforçam a recuperação comercial após os embargos sanitários de 2025, mas não eliminam os desafios de biosseguridade, infraestrutura e custos.

Na edição 234 da Revista Feed&Food, José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), avaliou que o estado “retomou com força total as exportações”, apesar de entraves logísticos e exigências de mercados internacionais. Na entrevista, o dirigente projetou alta de 3% a 4% nos embarques de 2026. Essa estimativa de fechamento do ano é distinta do crescimento de 11,6% já registrado no acumulado até setembro.

Biosseguridade após os embargos

Em 2025, o Rio Grande do Sul exportou 686,3 mil toneladas de carne de frango, queda de 0,77% ante 2024. O desempenho foi afetado por restrições impostas após o registro de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial, em maio daquele ano.

Santos atribui a resposta à atuação conjunta dos serviços veterinários oficiais e da iniciativa privada. “Isso não nos desestabilizou em relação à prevenção e às formas de atuação frente a crises sanitárias”, afirma. Segundo ele, o episódio fortaleceu o preparo do setor, mas exige vigilância contínua para preservar o acesso a mercados importadores.

Custos e infraestrutura seguem no radar

A recuperação externa convive com dificuldades de transporte, energia, crédito e disponibilidade de mão de obra. O dirigente defende investimentos em infraestrutura e políticas de fomento aos grãos para alimentação animal. “Precisamos superar as dificuldades com o custo alto de energia elétrica e derivados de petróleo”, destaca.

Santos também considera que conflitos internacionais, tarifas e exigências sanitárias tornam indispensável acompanhar os movimentos dos compradores. No mercado interno, vê espaço para ampliar o consumo de carne de frango e ovos, desde que a cadeia mantenha preços competitivos e capacidade de adaptação.

Conbrasfran discutirá próximos desafios

A Associação Gaúcha de Avicultura realizará, de 23 a 25 de novembro, em Gramado (RS), a Conbrasfran 2026. A programação terá debates sobre sanidade, qualidade industrial, logística, suprimentos, comércio exterior e tecnologia.

“Preparamos uma conferência estratégica que reunirá eventos técnicos de áreas vitais para o setor e painéis conjunturais, reunindo técnicos, dirigentes, produtores e governos”, afirma Santos. A discussão busca conectar a retomada comercial a decisões de longo prazo sobre prevenção sanitária, eficiência operacional e competitividade.

Confira a matéria completa na edição 234 da Revista Feed&Food

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