O mercado de reposição na pecuária de corte apresenta sinais de valorização com a aproximação do outono, impulsionado pela forte demanda por terneiros. No Sul do país, as cotações já atingem até R$ 15 por quilo, enquanto na região Central os valores podem chegar a R$ 18/kg.
A avaliação é do leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, que observa maior movimentação nas negociações e perspectiva positiva para a temporada de vendas nos próximos meses.
Segundo o especialista, a procura por animais jovens tem sustentado os preços em patamares elevados, especialmente para lotes de melhor qualidade. A liquidez também chama atenção, com negócios sendo fechados rapidamente.
“Hoje há uma procura muito grande por reposição. Quem tem terneiros de primeira linha consegue vender por cerca de R$ 15,00 o quilo à vista. Já as fêmeas ficam entre R$ 13,50 e R$ 14,00, sempre com foco em animais de qualidade”, afirma.
O cenário reforça a valorização dos animais superiores dentro do mercado, evidenciando a importância da genética, manejo e padrão dos lotes na formação dos preços.

A tendência de alta não se restringe ao Sul. Na região Central do Brasil, considerada uma das principais áreas da pecuária nacional, as cotações já operam em níveis mais elevados, indicando um movimento mais amplo no mercado de reposição.
O comportamento atual sugere um ambiente favorável para produtores que atuam na venda de terneiros, com expectativa de continuidade da demanda ao longo do outono.
Esse movimento também pode gerar reflexos na cadeia da carne bovina nos próximos ciclos. A valorização da reposição tende a elevar o custo de produção e pode influenciar a oferta de animais para abate, impactando o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado.
Para o setor, o momento é visto como estratégico, já que a reposição desempenha papel fundamental na dinâmica da pecuária de corte e influencia diretamente os preços futuros da arroba e da carne bovina.
A combinação entre oferta qualificada e demanda aquecida deve sustentar os preços no curto prazo, mantendo o mercado ativo nas próximas semanas.
Fonte: Trajano Silva Remates, adaptado pela equipe Feed&Food
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