O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou na terça-feira dia (28), no Palácio do Planalto, o decreto que promulga o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O tratado encerra mais de duas décadas de negociações e entrou em vigor provisoriamente na sexta-feira dia (1).
O acordo prevê a redução gradual de tarifas para a maioria dos produtos comercializados entre os blocos, atingindo cerca de 91% das importações do Mercosul e 95% das importações da União Europeia ao longo dos próximos anos.
Redução de tarifas amplia acesso
A medida tende a facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, um dos mais exigentes e relevantes no comércio global. A expectativa é de aumento da competitividade de diversas cadeias do agronegócio nacional.
Além disso, o tratado inclui mecanismos de salvaguarda, que permitem a adoção de medidas temporárias de proteção em caso de aumento expressivo das importações, buscando equilibrar os impactos sobre os setores produtivos.
Impactos diretos no agro
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o acordo deve beneficiar diferentes segmentos do agro brasileiro, com destaque para produtos já consolidados no comércio internacional.
Entre as cadeias com potencial de ganho estão a carne bovina, o café, a citricultura e a fruticultura, que poderão ampliar presença no mercado europeu com a redução de barreiras tarifárias.

Carne bovina e suco de laranja em foco
No caso da pecuária, a diminuição de tarifas pode facilitar a entrada da carne bovina brasileira na União Europeia, ampliando as oportunidades de exportação.
Já na citricultura, o Brasil, que lidera o mercado global de suco de laranja, pode ganhar competitividade adicional no bloco europeu, consolidando sua posição como principal fornecedor.
Novo momento nas relações comerciais
Para o governo brasileiro, a promulgação do acordo marca o início de uma nova fase nas relações comerciais entre Mercosul e União Europeia, com potencial de ampliar fluxos de comércio e integração econômica.
O avanço do tratado também reforça a importância do Brasil no comércio global de alimentos, especialmente em um cenário de crescente demanda por proteínas e produtos agrícolas.
A efetivação dos benefícios, no entanto, dependerá da implementação gradual das medidas previstas e da adaptação dos setores produtivos às exigências do mercado europeu.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária, adaptado pela equipe Feed&Food
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