A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais revisou para cima sua estimativa de processamento de soja no Brasil em 2026. A projeção passou de 61,5 milhões para 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1% em relação ao relatório divulgado em março. Caso se confirme, o volume representará um novo recorde histórico para o esmagamento da oleaginosa no país, além de um crescimento de 6% frente às 58,7 milhões de toneladas registradas em 2025.
A revisão também veio acompanhada de ajustes positivos na produção de derivados. A estimativa para o farelo de soja foi elevada de 47,4 milhões para 47,9 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo subiu de 12,35 milhões para 12,5 milhões de toneladas. Já a projeção para a safra total de soja foi mantida em 177,8 milhões de toneladas, volume 3,7% superior ao ciclo anterior.
No comércio exterior, a entidade aumentou a previsão de exportações de soja em grão de 111,5 milhões para 113,6 milhões de toneladas em 2026. O novo número representa alta de 1,9% frente à estimativa anterior e avanço de 5% na comparação com o volume embarcado em 2025. As exportações de farelo permaneceram em 24,6 milhões de toneladas, enquanto as de óleo foram ajustadas para 1,55 milhão de toneladas.

Segundo o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, o desempenho reforça a capacidade do setor de absorver uma safra robusta. Em nota, ele destacou que o aumento do processamento contribui para ampliar a produção de itens de maior valor agregado, fortalecendo tanto a matriz energética quanto o abastecimento alimentar.
Do lado da oferta, a estimativa de importação de soja foi elevada de 800 mil para 900 mil toneladas. As compras externas de farelo e óleo foram mantidas em 1 mil e 125 mil toneladas, respectivamente. No mercado interno, o consumo de farelo foi revisado para 20,6 milhões de toneladas, enquanto o de óleo passou a 10,9 milhões.
Já os estoques finais de soja sofreram forte ajuste para baixo, passando de 9,46 milhões para 6,76 milhões de toneladas, refletindo o maior ritmo de processamento e exportações. No caso do farelo, os estoques foram elevados para 4,8 milhões de toneladas, enquanto os de óleo permaneceram estáveis em 836 mil toneladas.
A revisão dos números reforça o cenário de forte demanda e consolida a expectativa de mais um ano de desempenho elevado para a cadeia da soja no Brasil.
Fonte: Abiove, adaptado pela equipe da Feed&Food
LEIA TAMBÉM:
Produção de camarão avança no interior do Brasil com novas tecnologias
Avicultura gaúcha retoma exportações para a China e mira Europa
Safra de grãos do Brasil bate recorde e pode superar 356 milhões de toneladas





