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Vacina experimental contra H5N1 gera resposta imune em bezerros

Pesquisa nos Estados Unidos combina aplicações intramuscular e intranasal, mas eficácia contra infecção em bovinos ainda precisa ser comprovada

Pesquisadores da Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, desenvolveram uma estratégia experimental de vacinação contra o vírus H5N1 que apresentou resposta imunológica em bezerros leiteiros e proteção contra infecção letal em camundongos. O estudo foi publicado em abril na revista científica npj Vaccines e busca avançar na prevenção da influenza aviária altamente patogênica em bovinos.

A pesquisa foi conduzida por Joshua Wiggins, Adthakorn Madapong e Eric Weaver, diretor do Nebraska Center for Virology. A plataforma utiliza um imunógeno H5 de consenso desenvolvido para ampliar a resposta contra diferentes variantes do vírus e associa duas vias de administração: intramuscular e intranasal.

Estratégia busca imunidade sistêmica e respiratória

Oito bezerros Holandeses machos receberam a primeira vacinação com uma semana de vida e uma dose de reforço 28 dias depois. A estratégia induziu respostas humorais e celulares, além de imunidade nas mucosas do trato respiratório.

Pesquisadores avaliam novas estratégias de vacinação contra o vírus H5N1, com foco na geração de resposta imunológica e na proteção sanitária dos rebanhos bovinos. Crédito: Reprodução.

Nos experimentos com camundongos, os animais vacinados ficaram protegidos contra desafios letais envolvendo diferentes cepas de H5N1, incluindo uma variante isolada de bovinos em 2024.

Os pesquisadores ressaltam, porém, que não realizaram testes de desafio viral nos bovinos. Por isso, ainda não é possível determinar em que grau a vacina poderá impedir infecção, doença ou eliminação do vírus pelo gado. Novos estudos serão necessários para avaliar a eficácia diretamente na espécie-alvo.

H5N1 amplia atenção sobre bovinos

O H5N1 foi identificado pela primeira vez em rebanhos leiteiros dos Estados Unidos em março de 2024. Desde então, o episódio também esteve associado a infecções humanas esporádicas, principalmente entre pessoas expostas a bovinos e aves infectados. O CDC mantém a avaliação de baixo risco para a população geral, embora trabalhadores expostos apresentem risco maior.

Nos Estados Unidos, ainda não há vacina contra H5N1 licenciada para bovinos, embora o Departamento de Agricultura do país já tenha autorizado estudos de campo voltados à avaliação de candidatos vacinais.

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