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USDA confirma 41 casos de mosca-da-bicheira nos EUA e intensifica medidas de contenção

Segundo o USDA, 12 animais seguem em tratamento para controle das lesões provocadas pela praga.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou 41 casos de infestação pela mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax) em rebanhos do país. De acordo com o painel de monitoramento do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS), 40 ocorrências foram registradas no Texas e uma no estado do Novo México.

Segundo o USDA, 12 animais seguem em tratamento para controle das lesões provocadas pela praga, enquanto os demais casos já foram considerados inativos após a recuperação dos animais ou o descarte adequado das carcaças.

O primeiro foco da mosca-da-bicheira em rebanhos norte-americanos desde a década de 1960 foi identificado em 3 de junho, no condado de Zavala, no Texas. Desde então, novos registros foram confirmados em diferentes regiões do estado, incluindo os condados de Schleicher e Starr, este último envolvendo um bezerro no Vale do Rio Grande, além de um caso na divisa com o Novo México.

O primeiro foco da mosca-da-bicheira em rebanhos norte-americanos desde a década de 1960 foi identificado em 3 de junho, no condado de Zavala, no Texas.

Como parte da estratégia de contenção, o USDA ampliou o uso da técnica do inseto estéril, considerada uma das principais ferramentas para erradicação da praga. O método consiste na liberação de machos esterilizados, que acasalam com fêmeas selvagens sem gerar descendentes, reduzindo gradualmente a população do inseto.

O governo norte-americano também avança na construção de uma nova unidade de produção de insetos estéreis em Edinburg, no Texas. Com investimento estimado em US$ 750 milhões, a instalação terá capacidade para produzir até 300 milhões de moscas estéreis por semana quando estiver em plena operação.

A estrutura complementará o centro de dispersão inaugurado em Tampico, no México, no fim de 2025. Além disso, as autoridades instalaram cerca de 600 armadilhas com atrativos químicos ao longo da fronteira entre os dois países, abrangendo áreas dos estados mexicanos de Chihuahua e Sonora, com o objetivo de reforçar o monitoramento e impedir o avanço da praga para o território norte-americano.

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