A Tyson Foods reportou lucro líquido de US$ 260 milhões no segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em 28 de março. O resultado representa um avanço expressivo frente aos US$ 7 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela companhia.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de frango e alimentos preparados, que compensaram as dificuldades ainda enfrentadas pela divisão de carne bovina. No consolidado, a receita atingiu US$ 13,65 bilhões, crescimento de 4,4% na comparação anual.
Apesar da evolução nas vendas, o lucro operacional ajustado recuou 3%, somando US$ 497 milhões, com margem de 3,6%. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 0,87, abaixo dos US$ 0,92 apurados um ano antes. No período, a empresa destinou US$ 445 milhões aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.
A divisão de carne bovina seguiu pressionada, registrando prejuízo operacional de US$ 240 milhões e margem negativa de 4,6%. O volume de vendas caiu 13,1%, embora os preços médios tenham avançado 11,5%.
Em contrapartida, o segmento de frango apresentou forte desempenho, com lucro operacional de US$ 505 milhões, apoiado por alta de 1,7% no volume e de 1,8% nos preços médios. Já a área de alimentos preparados reportou lucro operacional de US$ 348 milhões, enquanto a divisão de carne suína teve resultado positivo de US$ 41 milhões, com crescimento de 4,4% no volume comercializado.

Perspectivas para 2026
Para o ano fiscal de 2026, a Tyson projeta crescimento de receita entre 2% e 4%. A expectativa é de lucro operacional ajustado entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,4 bilhões, além de geração de fluxo de caixa livre entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,8 bilhão. Os investimentos em capital devem variar de US$ 700 milhões a US$ 1 bilhão.
Por segmento, a companhia mantém a previsão de prejuízo na divisão de carne bovina, estimado entre US$ 350 milhões e US$ 500 milhões, refletindo a expectativa de queda de 2% na produção doméstica dos Estados Unidos. Para os demais negócios, a empresa projeta lucros operacionais ajustados entre US$ 1,9 bilhão e US$ 2,05 bilhões no frango, de US$ 1,25 bilhão a US$ 1,35 bilhão em alimentos preparados, de US$ 250 milhões a US$ 300 milhões na carne suína e entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões nas operações internacionais.
Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed&Food
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