Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
A suinocultura brasileira viveu, nas últimas duas décadas, uma transformação silenciosa e profunda. Se antes a nutrição era vista apenas como ferramenta de ganho de peso, hoje ela é encarada como estratégia de eficiência produtiva, saúde intestinal e sustentabilidade ambiental.

Para Henrique Lobato, professor substituto da UFMG e doutorando em Zootecnia, o avanço mais marcante foi o refinamento das curvas nutricionais. Esse processo permitiu formular dietas ajustadas por fase de crescimento, evitando excessos e deficiências. “O ajuste fino garante desempenho, reduz custos e diminui a excreção de nutrientes para o ambiente”, sublinha.
A redução da proteína bruta nas dietas talvez tenha sido o grande divisor de águas. Amparada no conceito de proteína ideal e no uso de aminoácidos industriais, a estratégia diminuiu o aporte de nitrogênio e reduziu drasticamente sua excreção. Além do impacto ambiental positivo, a mudança melhorou o equilíbrio intestinal, favorecendo a saúde dos animais e seu aproveitamento de energia.
As enzimas tiveram papel decisivo nesse processo. Proteases e carboidrases aumentaram a digestibilidade de proteínas e carboidratos, liberando nutrientes antes indisponíveis e reduzindo a competição por substratos no trato digestivo. Essa evolução trouxe reflexos diretos no desempenho e também na redução de diarreias em leitões.
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