Os preços do suíno vivo apresentam movimentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo Cepea neste início de setembro. Até o dia 9, Minas Gerais acumulava alta de 0,4% no mês, com o animal negociado a R$ 5,04/kg, enquanto São Paulo permanecia estável, a R$ 4,83/kg. No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registravam recuos.
No Paraná, o indicador chegou a R$ 4,43/kg, queda de 1,34% no mês. Santa Catarina registrou R$ 4,52/kg, baixa de 1,09%, enquanto o Rio Grande do Sul também marcou R$ 4,52/kg, com recuo de 0,44%. No fechamento de 9 de setembro, todas as cinco praças permaneceram estáveis na comparação diária.
Demanda sustenta mercado no Sudeste
Segundo pesquisadores do Cepea, frigoríficos ampliaram a procura por novos lotes em algumas áreas do Sudeste, acompanhando o aumento da demanda pela carne suína no mercado consumidor. O movimento é associado ao período de recebimento de salários, quando tradicionalmente ocorre maior procura por proteínas.

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial fechou o dia 9 em R$ 7,27/kg. Apesar da melhora observada nos negócios nos últimos dias, o indicador ainda acumulava leve recuo de 0,55% no mês.
Maior oferta pressiona estados do Sul
Na Região Sul, o cenário é diferente. O Cepea aponta maior disponibilidade de animais para abate, situação reforçada pelo menor ritmo dos embarques de carne suína em agosto. Mesmo com a demanda doméstica mais firme, esse aumento da oferta limita uma reação das cotações.

O mercado entra em setembro após um agosto de desvalorização. As médias mensais do suíno vivo ficaram abaixo das registradas em julho em todos os cinco estados acompanhados. Em São Paulo, por exemplo, a média caiu de R$ 5,22/kg em julho para R$ 4,99/kg em agosto; em Santa Catarina, passou de R$ 4,94 para R$ 4,58/kg.
O comportamento das próximas semanas dependerá principalmente do equilíbrio entre a oferta de animais para abate, a procura das indústrias e o ritmo de vendas da carne no mercado interno.



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