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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
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Suíno Carc.R$ 8,50=
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Soja e milho recuam com pressão externa e menor liquidez no Brasil

Colheita norte-americana, estoques dos compradores e maior oferta pesam sobre as cotações.

Os preços da soja e do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo cenário internacional e por negociações mais lentas no País, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na soja, as cotações domésticas e externas perderam força após a valorização registrada em setembro. O avanço da colheita no Hemisfério Norte aumentou a pressão sobre os preços internacionais e reduziu a liquidez no mercado spot brasileiro.

Indicador da soja no Paraná fechou em R$ 154,10 por saca em 2 de outubro, com queda de 0,52% no acumulado do mês.
Crédito: Reprodução/Cepea

Em 2 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq Paraná fechou a R$ 154,10 por saca de 60 quilos, queda de 0,52% no acumulado do mês. Em Paranaguá, o indicador ficou em R$ 159,94, retração mensal de 1%.

Prêmios limitam queda da soja

O mercado internacional também reagiu às relações comerciais entre Estados Unidos e China. A manutenção das tarifas chinesas sobre a soja norte-americana contribuiu para sustentar os prêmios pagos pela oleaginosa brasileira.

Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 159,94 por saca em 2 de outubro, acumulando recuo de 1% no mês.
Crédito: Reprodução/Cepea

Com isso, apesar da queda externa, parte da pressão foi absorvida pelos prêmios de exportação, limitando a desvalorização no mercado doméstico.

Milho encontra compradores retraídos

No milho, compradores permanecem afastados de novas aquisições, com parte dos agentes indicando estoques suficientes para atender ao consumo imediato.

Ao mesmo tempo, produtores demonstram maior flexibilidade nos preços, condições de entrega e prazos de pagamento. Em 2 de outubro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 68,53 por saca, acumulando recuo de 0,20% no início do mês.

Indicador do milho encerrou 2 de outubro em R$ 68,53 por saca, com retração mensal de 0,20%.
Crédito: Reprodução/Cepea

O cenário também incorpora uma oferta doméstica elevada. A Conab estima produção recorde de 144 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, crescimento de 2% sobre o ciclo anterior.

Exportações abaixo das observadas no ano passado reforçam entre compradores a expectativa de maior disponibilidade do cereal no mercado interno.

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