Os preços da soja e do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo cenário internacional e por negociações mais lentas no País, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Na soja, as cotações domésticas e externas perderam força após a valorização registrada em setembro. O avanço da colheita no Hemisfério Norte aumentou a pressão sobre os preços internacionais e reduziu a liquidez no mercado spot brasileiro.

Crédito: Reprodução/Cepea
Em 2 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq Paraná fechou a R$ 154,10 por saca de 60 quilos, queda de 0,52% no acumulado do mês. Em Paranaguá, o indicador ficou em R$ 159,94, retração mensal de 1%.
Prêmios limitam queda da soja
O mercado internacional também reagiu às relações comerciais entre Estados Unidos e China. A manutenção das tarifas chinesas sobre a soja norte-americana contribuiu para sustentar os prêmios pagos pela oleaginosa brasileira.

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Com isso, apesar da queda externa, parte da pressão foi absorvida pelos prêmios de exportação, limitando a desvalorização no mercado doméstico.
Milho encontra compradores retraídos
No milho, compradores permanecem afastados de novas aquisições, com parte dos agentes indicando estoques suficientes para atender ao consumo imediato.
Ao mesmo tempo, produtores demonstram maior flexibilidade nos preços, condições de entrega e prazos de pagamento. Em 2 de outubro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 68,53 por saca, acumulando recuo de 0,20% no início do mês.

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O cenário também incorpora uma oferta doméstica elevada. A Conab estima produção recorde de 144 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, crescimento de 2% sobre o ciclo anterior.
Exportações abaixo das observadas no ano passado reforçam entre compradores a expectativa de maior disponibilidade do cereal no mercado interno.



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