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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Soja e milho recuam com dólar em baixa e compradores retraídos

Exportações recordes de soja limitam perdas, enquanto oferta elevada e vendas externas mais lentas pressionam o milho.

Os preços da soja e do milho seguem pressionados no mercado brasileiro em outubro, influenciados pela valorização do real frente ao dólar e pelo menor interesse de compradores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário afeta a competitividade dos grãos brasileiros no comércio internacional e mantém as negociações domésticas enfraquecidas.

Exportações recordes limitam queda da soja

Na soja, a desvalorização do dólar reduz a competitividade do produto brasileiro em relação ao norte-americano. Entretanto, o elevado volume exportado de soja e derivados tem limitado a intensidade das quedas no mercado doméstico.

Indicador da soja no Paraná fechou em R$ 148,31 por saca em 9 de outubro, acumulando queda de 4,26% no mês.
Crédito: Reprodução/Cepea

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão em setembro, recorde para o mês. Embora o volume seja 25% inferior ao registrado em agosto, a retração acompanha o comportamento sazonal das exportações.

Os embarques de farelo de soja também atingiram recorde para setembro, com crescimento de 10% frente a agosto e de 18,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Em Paranaguá, a soja foi cotada a R$ 154,75 por saca em 9 de outubro, com desvalorização acumulada de 4,22% no mês.
Crédito: Reprodução/Cepea

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq Paraná encerrou 9 de outubro em R$ 148,31 por saca de 60 quilos, acumulando queda de 4,26% no mês. Em Paranaguá, a cotação ficou em R$ 154,75, com retração mensal de 4,22%.

Milho enfrenta pressão da oferta e demanda enfraquecida

No milho, a combinação entre dólar mais baixo, retração dos compradores e queda das cotações internacionais continua pressionando os preços. As exportações também permanecem abaixo das registradas na temporada anterior.

Indicador do milho encerrou 9 de outubro em R$ 67,35 por saca, com alta diária de 0,25%, mas queda acumulada de 1,92% no mês. Crédito: Reprodução/Cepea

Segundo a Conab, a produção brasileira de milho na safra 2025/26 deve alcançar o recorde de 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% sobre o ciclo anterior. Em setembro, os embarques do cereal somaram aproximadamente 5,2 milhões de toneladas, queda superior a 30% na comparação anual.

Compradores aguardam novas baixas

Com a oferta elevada e o avanço da semeadura da safra de verão, compradores esperam novas reduções de preços no curto prazo. Parte desses agentes busca negociar entregas futuras para manter estoques, enquanto produtores demonstram maior flexibilidade nos valores e nas condições comerciais.

Em 9 de outubro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa do milho fechou em R$ 67,35 por saca, alta diária de 0,25%, mas com desvalorização acumulada de 1,92% no mês.

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