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Mesa de Mercado · CEPEA
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Ovo ganha espaço à mesa e na economia brasileira no Dia Mundial do Ovo de 2026

A data completa 30 anos desde sua criação e tem como tema neste ano “Proteína que impulsiona e protege”.

Proteína de alta qualidade, fonte de vitaminas e minerais e presente em diferentes refeições, o ovo se consolida como um dos alimentos mais versáteis e nutritivos da alimentação. Em 2026, a cadeia produtiva brasileira acompanha esse movimento com recordes de produção e um consumo que mais que dobrou em duas décadas.

Considerado um alimento de alta densidade nutricional, o ovo reúne proteína de alta qualidade, com os nove aminoácidos essenciais, além de nutrientes como colina, vitamina D, vitamina B12 e selênio. A combinação ajuda a explicar por que o alimento ganhou espaço nas discussões sobre alimentação equilibrada, nutrição e segurança alimentar. A Organização Mundial do Ovo destaca justamente a capacidade da proteína de contribuir para o crescimento, a manutenção muscular, a recuperação e o bem-estar ao longo das diferentes fases da vida.

É nesse cenário que o Brasil chega ao Dia Mundial do Ovo de 2026, celebrado hoje, 9 de outubro. A data completa 30 anos desde sua criação, em 1996, e tem como tema neste ano “Protein that Powers and Protects” (“Proteína que impulsiona e protege”, em tradução livre), reforçando o papel nutricional do alimento.

No mercado brasileiro, os números ajudam a dimensionar a força que o ovo conquistou. Segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção nacional deverá chegar a 64,8 bilhões de ovos em 2026, alta de até 4,1% em relação aos 62,3 bilhões de unidades produzidas em 2025.

O avanço da produção vem acompanhado pelo crescimento da demanda. A expectativa da ABPA é de que o consumo alcance 301 ovos por habitante em 2026, ante 288 unidades em 2025. Isso significa uma alta de aproximadamente 4,5% em apenas um ano e uma média próxima de seis ovos por semana por brasileiro.

Considerado um alimento de alta densidade nutricional, o ovo reúne proteína de alta qualidade, com os nove aminoácidos essenciais, além de nutrientes como colina, vitamina D, vitamina B12 e selênio.

Consumo mais que dobra em 20 anos

O crescimento fica ainda mais expressivo quando analisado em uma perspectiva de longo prazo. Em 2006, cada brasileiro consumia, em média, 142,3 ovos por ano. Com a projeção de 301 unidades para 2026, o consumo terá avançado 111,5% em duas décadas, mais que dobrando no período.

A trajetória foi contínua: o consumo chegou a 148 ovos por habitante em 2010, passou para 191 em 2015 e alcançou 251 em 2020. Em 2025, chegou a 288 unidades por pessoa.

Para o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a tendência de expansão deve continuar. No início de 2026, o centro projetava crescimento da produção de ovos para consumo e destacava uma perspectiva de avanço ainda mais significativo da demanda.

Produção brasileira bate recordes

Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a trajetória de expansão da cadeia. Em 2025, o país produziu 4,95 bilhões de dúzias de ovos, crescimento de 5,7% em relação a 2024 e o maior volume da série histórica. Foi o 28º ano consecutivo de recorde na produção brasileira. AAgência de Notícias IBGE

São Paulo manteve a liderança entre os estados produtores, respondendo por 25,2% da produção nacional em 2025. Na sequência apareceram Minas Gerais, com 9,9%, Paraná, com 9,6%, e Espírito Santo, com 7,7%. Do total produzido no país, 82,4% foram destinados ao consumo e 17,6% à incubação.

A expansão também é acompanhada por mudanças dentro da própria cadeia produtiva. O mercado brasileiro oferece hoje uma variedade maior de produtos e sistemas de produção, incluindo ovos convencionais, caipiras, orgânicos, enriquecidos e processados. O Ministério da Agricultura e Pecuária destaca que essas diferentes denominações precisam seguir regras específicas de produção e rotulagem.

Mais tecnologia e diversificação

O crescimento do mercado tem sido acompanhado pela modernização das granjas de postura, com investimentos em genética, nutrição, manejo, ambiência, sanidade, biosseguridade e bem-estar animal. Para o setor, esses avanços são importantes não apenas para elevar a produtividade, mas também para garantir regularidade no abastecimento e atender a um consumidor cada vez mais atento à origem e às características dos alimentos.

Outro movimento relevante é a abertura de novos mercados internacionais. Em 2025, as exportações brasileiras de ovos chegaram a 40,9 mil toneladas, alta de 121% sobre o ano anterior, gerando receita de US$ 97,2 milhões. Estados Unidos, Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos estiveram entre os principais destinos.

Embora o mercado externo ainda represente uma parcela pequena da produção brasileira, o avanço das exportações mostra o potencial de internacionalização da cadeia e amplia as possibilidades para produtores e empresas do setor.

Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a trajetória de expansão da cadeia.

Um alimento cada vez mais presente

O Dia Mundial do Ovo chega, portanto, em um momento de forte expansão para a atividade de postura. De um lado, há um alimento reconhecido por sua densidade nutricional, versatilidade e qualidade proteica. De outro, uma cadeia produtiva que amplia a oferta, investe em tecnologia e conquista novos consumidores.

A expectativa é de que esse movimento continue nos próximos anos. As primeiras projeções da ABPA apontam que a produção brasileira poderá alcançar 66,5 bilhões de ovos em 2027, enquanto o consumo per capita poderá chegar a 312 unidades.

Mais do que celebrar um alimento presente no café da manhã, no almoço, no jantar e em inúmeras receitas, o Dia Mundial do Ovo de 2026 evidencia a transformação de um produto tradicional em um dos protagonistas do mercado brasileiro de proteínas — com impacto crescente tanto na alimentação das famílias quanto na economia do agronegócio.

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