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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
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Soja e milho acumulam quedas de até 5,56% em outubro com expectativa de safra recorde

Projeções de maior oferta pressionam cotações, enquanto riscos associados ao El Niño geram incertezas para o desenvolvimento das lavouras.

As perspectivas de produção recorde de soja e milho na safra 2026/27 continuam pressionando os preços dos grãos no mercado brasileiro. Segundo análises divulgadas nesta segunda-feira (19) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a expectativa de maior oferta, combinada à retração de compradores, mantém as cotações em queda, apesar das incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

O cenário é reforçado pelo primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 15 de outubro, que projeta produção de 181,6 milhões de toneladas de soja e 148 milhões de toneladas de milho em 2026/27. A estimativa total para os grãos brasileiros alcança 367,1 milhões de toneladas, crescimento de 1,4% frente à temporada anterior.

Cotações acumulam perdas em outubro

No fechamento de sexta-feira (16), o Indicador da Soja Cepea/Esalq no Paraná registrou R$ 148,77 por saca de 60 quilos, com queda acumulada de 3,96% no mês. Em Paranaguá (PR), a cotação chegou a R$ 154,61, retração mensal de 4,30%.

A soja foi cotada a R$ 148,77 por saca de 60 quilos no Paraná em 16 de outubro de 2026, com leve alta diária de 0,04%, mas queda acumulada de 3,96% no mês, diante das expectativas de maior oferta na safra 2026/27. Crédito: Cepea/Esalq.

O milho apresentou desvalorização ainda mais expressiva. O Indicador Esalq/B3, referência para a região de Campinas (SP), encerrou o dia 16 em R$ 64,85 por saca, acumulando queda de 5,56% em outubro, apesar da pequena valorização diária de 0,06%.

Maior oferta limita negociações

Na soja, o avanço da colheita no Hemisfério Norte e da semeadura brasileira reforça as expectativas de disponibilidade elevada. Entretanto, preocupações com possíveis impactos do El Niño levaram parte dos produtores a reduzir a participação no mercado spot, limitando as quedas.

No milho, o Cepea aponta oferta doméstica superior à demanda. Compradores mantêm negociações reduzidas ou apresentam propostas menores, enquanto vendedores demonstram maior flexibilidade diante das desvalorizações recentes e da necessidade de liberar espaço nos armazéns.

O preço da soja no Porto de Paranaguá (PR) atingiu R$ 154,61 por saca em 16 de outubro de 2026, registrando recuo diário de 0,06% e desvalorização acumulada de 4,30% no mês, em meio às projeções de produção recorde. Crédito: Cepea/Esalq.

Clima pode alterar expectativas de produção

As chuvas intensas no Sul do Brasil geram preocupações sobre o desenvolvimento das lavouras e alimentam especulações sobre possível substituição de áreas de soja por milho. No entanto, essa mudança ainda não representa uma tendência confirmada.

Para o milho, a semeadura da safra verão avança satisfatoriamente, mas excesso de chuvas e temperaturas elevadas podem comprometer o desenvolvimento das culturas e afetar a janela de plantio da segunda safra.

Os preços dos grãos também interessam à avicultura e à suinocultura, que utilizam milho e derivados de soja na alimentação animal. Entretanto, eventuais reduções nos custos das rações dependerão também das cotações do farelo de soja, dos contratos de compra e das despesas logísticas.

O milho foi cotado a R$ 64,85 por saca de 60 quilos em 16 de outubro de 2026, com leve valorização diária de 0,06%, mas queda acumulada de 5,56% no mês, refletindo a pressão da oferta elevada e da demanda enfraquecida no mercado interno. Crédito: Cepea/Esalq.

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